Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Sem título.

Não faço a mínima ideia de quantos dias passaram desde a criação deste blog.

Posso ainda assim dizer com rigor, à boa moda deste espaço, que foram nele escritos, até agora, 407 artigos, não querendo de forma alguma fazer publicidade à Peugeot com este número.

E este artigo será o quatrocentésimo oitavo.

 

Será, talvez, o último.

A vontade de escrever acabou há algum tempo, e o tempo para o fazer há muito que não se escreve.

Neste espaço foram poucos os limites que impus.

E marcou, para mim, uma passagem da adolescência para a fase prematura da vida adulta muito divertida.

 

Escrevia porque queria ver como eram interpretadas as ideias que tinha, queria testá-las nas mentes das outras pessoas.

E por muito estranho que isto seja para mim, quero agradecer a quem leu estas ideias.

Algumas ideias, reconheço, até tinham algum sentido.

Outras... É melhor não falarmos disso.

 

Agradeço a quem leu este blog. Amigos e amigas, e até aqueles que eu nunca acreditei que existissem: os desconhecidos.

Os que visitavam este blog, ainda que inadvertidamente, sem que eu lhes tenha falado um dia sequer da existência dele.

É certo que me incomodou sempre escrever e não obter comentários de resposta (afinal, o objectivo era ver a reacção de quem está desse lado), mas fica a certeza de que este final nada tem a ver com a ausência desses comentários.

 

Mas... Se até as coisas boas da vida têm um princípio e um fim, porque não há-de ter este mísero blog um fim também?


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: bem, obrigado.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Julian Casablancas - Tourist


Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
E se eu não tivesse tempo?

 

Amigo do ambiente é aquele que distribui panfletos publicitários junto ao caixote azul do Ecoponto.

 


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Ocupado.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Editors - Papillon


Sábado, 19 de Setembro de 2009
O nome "Vigor" pode mesmo ter sentido.

Eu sou apenas um estudante, mas todos os anos pago um seguro escolar.

Porque, ora bolas, estudar é uma actividade envolta em risco.

Basta verem o meu caderno para verem os riscos do meu dia-a-dia.

 

(Sim, caros leitores, a razão que me tem levado a estar tanto tempo sem escrever é, para além da falta de tempo, a falta de inspiração, bem patente na piadola de introdução a este artigo.)

 

Há profissões de risco, é certo, e a de estudante também é.

Especialmente à sexta-feira de manhã, quando nos é exigido o habitual equilíbrio às 8 da manhã.

Não é fácil.

 

E há muito mais profissões de risco, mas hoje visto a pele de Paulo Portas e concentro-me apenas numa: O leiteiro.

Nunca ninguém pensou nisto, mas aquele copo de leite pela manhã não é uma coisa fácil de se arranjar.

 

(Os perigos da vida de leiteiro podem ser testemunhados nesta notícia.)

 

Em Saint Lucie, no estado norte-americano da Florida, um senhor com idade a rondar os 30 anos foi para o hospital após um vaca lhe ter caído em cima, no momento em que este a ordenhava.

Chocante, é certo.

Porque, excepção feita ao marido da Simara, os homens não estão preparados para ter meia tonelada de carne em cima deles.

 

Confesso que a minha ignorância fez-me sempre associar à imagem do leiteiro um certo ar de saloio franzino que não consegue trazer o recipiente do leite cheio por não ter força.

Ironia do destino, a profissão de leiteiro é bem mais exigente do que eu pensava, e se calhar em Portugal até recorremos à imigração para desempenhar esta tarefa no nosso país.

 

Parece-me, pois claro, que o aparente esquecimento do Governo em relação ao sector da agricultura, em especial os produtores de leite, era na verdade uma manobra de segurança em relação aos perigos da actividade.

Se uma actividade é perigosa, então acaba-se com ela.

Vamos acabar com os árbitros no futebol?

Vamos pois.

 

Todos nós já vimos anúncios na televisão a incentivarem o consumo de leite português, mas eu cá, depois de ler esta notícia, irei fazer exactamente o contrário: desencorajar o consumo de leite português.

Porque eu adoro Portugal e o seu povo, e não quero que ninguém se magoe debaixo de uma vaca.

A não ser que o ordenhador de serviço seja o líder do PNR.

Nesse caso, faça o favor de ordenar a vaca enquanto eu tiro o travão dos patins que eu calcei na vaca há instantes.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: solidário com os leiteiros.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Julian Casablancas - 11th Dimension


Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
O fim das bolachas Maria.

O pequeno-almoço, segundo muitos, é a refeição mais importante do dia.

E eu acrescento: é também a mais modesta, pois mesmo sendo importante não deixa de ser pequena.

 

Uns comem apenas um iogurte, outros uma taça de cereais, e a Valentina Torres uma onça de bifes da vazia.

Mas sem dúvida que o grande sucesso do pequeno-almoço é o copo de leite.

Todos nós, numa altura da nossa vida, já bebemos um copo de leite ao pequeno-almoço, acompanhado por umas bolachas Oreo.

 

Mandam as regras - e, exceptuando os dirigentes desportivos, todos nós gostamos de as cumprir - que se deve molhar a bolacha Oreo no leite no final.

Sabe muito bem, é certo, mas...

Não é um pouco sujo esse trabalho?

A bolacha desfaz-se sempre um pouco, e no final ficam aqueles pedaços de Oreo no fundo do copo.

E o leite já não sabe a leite.

 

Eu gostaria, isso sim, de molhar as Oreo no leite, mas não ter de beber esse leite a seguir.

Mas se mandasse o leite para o ralo do lava-loiça, estaria a desperdiçar o almoço de meia dúzia de top models.

Não, eu não quero desperdiçar leite.

Quero antes bolachas que não se desfaçam no leite quente.

 

(Leiam a notícia aqui.)

 

Se leram a notícia, certamente se aperceberam como eu sou importante.

Porque ainda agora dizia que queria uma coisa e logo alguém neste mundo se esforçou para me dar essa coisa.

Bolachas que não se desfazem num copo de leite quente.

Sem dúvida, a salvação de muitos de nós.

 

Foram necessárias três semanas de pesquisa, mas Felice Tocchini conseguiu.

É pena, no entanto, que não tenha chegado a tempo de se enviar uns biscoitinhos destes no Titanic.

Teriam sido bastante úteis para a pequena orquestra que ia no barco.

 

Eu acho, ainda assim, que o facto de as bolachas se desfazerem no leite faz parte da brincadeira.

Porque a bolacha sabe bem, mas no final temos aqueles pedaços inconvenientes no final do copo.

Como em tudo na vida, nada é perfeito, e nós temos de saber lidar com isso.

Se nos começamos a habituar a coisas perfeitas (Uma bolacha que não se desfaz é isso.), qualquer dia andamos a pedir a falência da TVI.

E depois onde é que, por amor ao ridículo, vemos as interpretações horríveis da Mariana Monteiro?

 

Percebo a ideia do criador destas bolachas, mas apelo à sensatez desta gente.

Se não um dia temos cereais de pequeno-almoço em formato de almofada e com chocolate de avelãs no interior.

Ah, espera, já existe.

Crispix.

Então é por isso que eu tenho estes devaneios...


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: a molhar a bolacha no leite.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Fate Lions - Astronauts


Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
Se está farto de mulheres, esta ideia é para si.

Distam os tempos em que os homens emanavam o cheiro a suor.

Ou será que ainda cheiramos a trabalho do campo?

Espero, sinceramente, que quem me conhece não esteja neste tempo a lançar um daqueles olhares para esta página, lembrando-se de mim e pensando:

"Sim, Miguel, o que tu querias era cheirar bem."

 

Se não cheiro, é porque tenho um problema grave.

Porque eu até tomo os devidos cuidados para evitar que o meu corpo emane os mais terríficos odores.

E também porque aquele look do cabelo cheio de suor é bastante bimbo.

Porque raio aquele look tem sucesso?

Digam-me, moçoilas de Portugal:

Porque é que incentivam o Mickael Carreira a entrar em palco com aquele cabelo molhado, parecendo que acabou de fazer 91758 flexões?

 

Nos dias que correm, a esmagadora maioria dos homens tem o cuidado de usar um desodorizante.

E, quiçá, um belo e espampanante perfume.

Porque um perfume dá aquele toque de classe, desde que não seja efeminado.

E há bons perfumes para homem.

E também aqueles anúncios em que o perfume do homem atrai todas as mulheres que estão no bar.

Clássico, não é?

Imaginem o contrário então.

 

(Leiam a notícia das novas fragâncias que os homens têm à sua disposição aqui.)

 

O site firebox.com colocou à venda três perfumes com fragâncias inspiradas no universo Star Trek.

"Finalmente", defenderão alguns.

"Um meio contraceptivo inovador", dirão outros.

 

Um dos perfumes, de nome "Red Shirt Star Trek Cologne", tem na sua descrição o sábio conselho:

"Cheira como o futuro, pois o amanhã pode nunca vir."

E parece-me um conselho sábio.

Porque o que o fã de Star Trek gostava era que o amanhã não viesse.

Mas virá.

E será igual a ontem.

Igual a hoje.

Pudessem eles teletransportarem-se e seriam muito felizes!

Mas neste mundo onde os comuns adoram a internet, um trekkie não se contenta.

 

Ora... A grande maioria dos homens quando coloca um perfume está:

1 - a caminho de uma ocasião especial.

2 - a equipar-se para jogar na equipa do Sporting.

3 - à procura de mulheres.

E um trekkie... Que motivos tem para utilizar um perfume?

"Malta, vou a uma convenção hoje! Quero ganhar o prémio de melhor disfarce! Mas como já todos usam orelhas pontiagudas... Vou apostar no Tiberius Cologne!"

 

Giro é que uma das águas de colónia é para ser utilizada por mulheres.

E diz o site que este perfume levará o seu colega à loucura.

Mas acreditem, mulheres: se quiserem levar um trekkie à locura, não precisam de um perfume.

Se lhe segurarem a mão, ele será muito feliz.

Não precisam de ir mais longe, nem de simular nada.

 

Caros leitores, este é o pior negócio da História.

Porque os trekkies não cheiram bem por natureza.

E têm orgulho nisso, jamais irão utilizar um perfume.

Era como criarmos hoje o negócio de cerveja quente sem gás e tentar vendê-la em Portugal.

Alguém alinha nisto?

Ou preferem perder o dinheiro na Bolsa?


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: non-trekkie.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The Nightgowns - White on White


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
'coisas muito mal escritas, mas bastante recentes

' Sem título.

' E se eu não tivesse tempo...

' O nome "Vigor" pode mesmo...

' O fim das bolachas Maria.

' Se está farto de mulheres...

' Adorar vacas pode, afinal...

' Eles não gostam de nós.

' Não leia isto para bebés.

' Levante o pé.

' Contem-me uma melhor.

' Alto e pára o baile!

' Um casamento garante-te n...

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' Caros Leitores

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'porque um blog com um arquivo é sempre uma coisa muito gira
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