Sábado, 29 de Setembro de 2007
Não me posso orgulhar da minha terra natal que ela, tão friamente, desilude-me logo de seguida.
Vila de Rei, terra de onde sou natural, prepara-se para o seu baby boom, dentro de nove meses.
Vila de Rei encontra-se numa grave crise de natalidade, e para piorar os jovens que ainda cá nascem estão a sair do concelho. É preocupante, mas dentro de nove meses tudo mudará!
Isto porque ontem decorreu a primeira edição da tão esperada Festa dos Solteiros.
(Heis a notícia, cortesia da Agência Lusa.)
É, realmente, uma ideia que merece o meu aplauso.
Se há coisa que os jovens solteiros de Vila de Rei precisam para se conhecerem melhor, é de uma festa para eles!

Poderíamos pensar que eles já se conhecem todos, dado que a escola básica do concelho é suficientemente pequena para toda a gente dentro da mesma faixa etária se conhecer. Mas não. É necessária uma festa que, segundo o vereador Paulo César, citado na notícia que acima vos mostrei, tem o objectivo de "aumentar a população residente".
Bem pensado. Mas é impressão minha ou na reportagem que vi na RTP (Heis o link da segunda parte do Jornal da Tarde de hoje. É a segunda notícia, a seguir à tramóia da língua azul.) aquilo não tinha lá muitos jovens ainda com aptidão para a reprodução?

Sim, é verdade, eu não fui. Sou um solteiro de Vila de Rei, mas bolas: Não fui.
E não fui porquê? Porque mesmo sendo um jovem solteiro de Vila de Rei, sítio onde não abundam muitas candidatas a minhas companheiras, isso não faz de mim um rapaz necessitado e sem padrões mínimos.
Será que os organizadores deste evento estavam à espera que eu, a priori, presumisse que ia encontrar a minha cara metade numa festa recheada de cerveja e ao som de José Malhoa, interpretado por Graciano Ricardo?
Estamos em 2007 e a juventude, pelo menos a que eu conheço e da qual eu retiro alguns exemplos, não contempla bailes ao som daquilo a que uns chamam de "música popular portuguesa".
(Enquanto que outros, mais frios, apenas lhe atribuem uma palavra: "pimba".)
Acho que uma festa que tem como intuito o aumento da população não deveria conter, no seu programa, um baile animado por um organista. Talvez uns workshops de massagens ou de danças exóticas dessem mais resultado... Digo eu! Mas eu também ainda não contribui para o aumento da população... Secalhar não percebo nada disto!
Esta festa, no entanto, demonstra até que ponto o nosso poder local se esmifra de ideias para incentivar a natalidade. Qualquer dia temos a Câmara Municipal a financiar as camas dos recém-casados, bem como a oferta de um berço a cada casal após o casamento!

Esta ideia é fantástica mesmo: uma festa onde só solteiros podem entrar, a fim de se conhecer melhor e de poderem vir a constituir uma família.
Hoje não devo sair de casa.
Mas amanhã, quando estiver em frente à Câmara Municipal, vou olhar para ela e pensar:
"É aqui que dorme o Cupido."
há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Ainda solteiro.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Interpol - Heinrich Maneuver


Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
O exército rebelde.

(Se com o título deste artigo fiz uma observação geek relativamente ao universo Star Wars, fi-la sem querer. Nunca vi nenhum filme da saga.)

 

Devo dizer que não tenho nada contra as forças militares de um país. Um país, com a breca, é coisa para precisar de agentes de segurança e vigilância a toda a hora! Não acham que as noites do Porto estão a precisar de um batalhão lá pela rua?

Mas não é só para isso que os militares servem. Missões internacionais, de salvamento ou de treino da nossa selecção de râguebi, a verdade é que a existência de forças militares num país como o nosso é essencial.

 

A vida militar, no entanto, não é assim muito atractiva. Convenhamos: Dormir num quarto com dez homens pode não ser o sonho de muitos. Vá, do José Castelo Branco é capaz de ser. Mas acho que se ele fosse para lá, os outros dez homens abandonariam a carreira.

(Isto digo eu, para que um ou outro eventual militar que me leia não implique muito comigo... Mas a verdade é que o mito da carreira militar costuma dizer o contrário! [Ora bolas, com isto os eventuais militares que me leiam vão mesmo bater-me!])

E o Brigadeiro David Allfrey, do exército britânico, sabe disso. (Heis a notícia.)

 

Sabendo disso, David Allfrey apresenta uma proposta perspicaz: Porque não pegar nos jovens delinquentes que passam os dias a roubar pessoas e carros nas nossas cidades e levá-los para a vida militar?

É bem pensado: Eles já devem saber como manusear uma arma! E sabem como roubá-la também!

Se o exército português fosse composto pelos delinquentes que se passeiam nas nossas cidades, tinhamos o melhor arsenal do mundo. Tinhamos o arsenal norte-americano!

Acho que eles até um porta-aviões conseguiam roubar sem que ninguém desse por isso!

Vá, secalhar precisavam de intimidar um segurança com uma navalha cheia de ferrugem...

 

Por outro lado, esta ideia dos delinquentes na guerra é muito bem vista: Se para a guerra fossem apenas os deliquentes das nossas cidades, as notícias que reportam a morte dos nossos militares não seriam tão penosas para a sociedade...

"- Olha, morreram cinco dos nossos numa emboscada armada pelo Hamas.

- Menos mau... Se ficassem vivos ainda vinham para Lisboa roubar carteiras!"

Agora tendo no nosso exército pessoas trabalhadoras e honestas, é uma choradeira sempre que algo corre mal lá fora.

 

No entanto, esta ideia seria péssima para o desporto nacional. Basta pensarem: Se esta medida tivesse sido implantada à dez anos em Portugal, não teríamos nenhum Quaresma na Selecção... Ou nenhum Miguel...

Seria chato. Com isto, o futebol passava a ser apenas um desporto para queques. E deixava de ter piada. Em campo, ficavam só jogadores como o Miguel Veloso, o Moutinho ou até mesmo o João Coimbra.

Manuel Fernandes? Nem vê-lo!

Estava com uma metrelhadora na mão a combater no Iraque ao lado do Freddy Adu!


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Bem.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Kasabian - Running Battle


Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Uma rapidinha para descontrair.

José Mourinho foi despedido do Chelsea.

É chato e acontece a todos.

Até ao melhor treinador do mundo.

 

Mas uma coisa é certa: Neste momento, José Mourinho já é, sem dúvida, o melhor desempregado do mundo.




Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
Transcendendo a raça humana.

O céu fascina-me.

É olhando para o céu que vemos coisas fantásticas: estrelas, galáxias ou as crateras da Lua, por exemplo. E fascina-nos porque, apesar de vermos tanta coisa no céu, partimos sempre do princípio que este é como a cabeça do ministro Manuel Pinho: está vazio!

 

Mas não é bem assim. Essa ideia do vazio do céu deriva talvez da nossa pequenez relativamente ao universo, da nossa falta de curiosidade acerca de outras coisas que não o nosso planeta, ou então do nosso interesse em pessoas do sexo oposto, interesse este que nos tira o tempo todo.

No entanto, nem todos somos assim. Há também os cientistas, os que não acreditam na nossa pequenez, são curiosos sobre coisas para além do nosso planeta e, lá está, passam muito pouco tempo com pessoas do sexo oposto.

 

Acontece que de vez em quando caem coisas lá de cima. Sim, caem coisas do céu! Mas nós, casuais humanos com vida social, nem sempre compreendemos isso... Então se o céu está vazio, como é que caem coisas lá de cima?

É para isso que a ciência serve: para nos explicar as coisas que nós não conseguimos compreender tão facilmente. (Vá, não exagerem agora e não vão procurar na ciência a explicação da constante aposta da SIC em telenovelas brasileiras... A ciência não consegue explicar tudo!)

 

É uma história destas que eu vos trago hoje. (Ah, a eterna ideia de que eu sou um contador de histórias... "Dias, o contador de histórias!")

Caiu um meteorito na aldeia de Puno, no Peru, na zona dos Andes. (A notícia está aqui.)

E, diga-se: a queda de um meteorito é sempre algo engraçado. Isto porque geralmente cria uma cratera grande à volta do local do impacto e também porque costuma fazer muito barulho.

É um pouco como a mãe rebentar a primeira borbulha ao seu filho em plena de puberdade: cria uma cratera e o coitado do rapaz grita até se fartar!

 

Mas em Puno, algo estranho se passa. Ora, vamos lá pensar: um meteorito é assim uma coisa para ser estéril. Sim, uma coisa sem vida, sem material orgânico pelo meio. Ou seja: Um meteorito, julgo eu, deve ser apenas uma rocha assim bem dura, que cai a uma boa velocidade num sítio aleatório.

Mas o meteorito de Puno parece não ser bem assim: segundo quem viu, no centro da cratera surgiu àgua a ferver. Mas isso não assusta. Ouvi dizer que aquilo quando cai vem assim um bocadito quente.

 

O estranho desta história é que após a queda, os moradores de Puno começaram a queixar-se em massa de dores de cabeça e vómitos. Inclusivé sete polícias, que foram enviados à zona de impacto para analisar o local, tiveram de ir ao hospital após tal visita.

 

Eu tenho uma teoria: Acho que não caiu ali nada assim por acaso. Acho que o que aconteceu foi o seguinte: Aterrou ali uma nave espacial. E os ET's, com todas as suas invenções hi-tech, lá se puseram invisíveis...

Tem tudo lógica, reparem: Os ET's vinham lá em cima e começaram a discutir:

"- Então malta, onde é que aterramos?

- Hummm... E que tal aterrarmos ali na margem sul do rio Tejo?

- Ah, não, isso é um deserto...

- Pois, mas isso dava jeito, para que não nos ouvissem a aterrar...

- Sim, percebo. Mas precisamo de aves vivas quando aterrarmos para podermos comer!

- Ai sim? Então aterramos aqui neste país ali na zona dos Andes... Se ele se chama Peru, não será por acaso..."

 

Reparem: Com esta teoria fica também explicada a existência de àgua a ferver na zona central da cratera. Eram os ET's a cozinhar! Só não os viram porque eles, todos hi-tech, estavam invisíveis!

E a população doente? É fácil: Os ET's devem ter um spray repelente de humanos. Assim um "Dum Dum Humanos" ou coisa do género. Eles devem ter-se lembrado disso antes de terem vindo para este planeta onde uma espécie horripilante qualquer de mamíferos compra e ouve músicas de um exemplar dessa mesma espécie (variante gay) chamado Mika.

 

Aposto que a NASA já está a analisar o sucedido.

Não se percebe.

Se acabassem com as musiquinhas como as do Mika, os ET's não achariam a nossa raça tão horripilante e talvez se mostrassem a nós.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Num pós-encontro-de-3º-grau.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Kasabian - Doberman


Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
Afeganistão: O local ideal para viver.

Escolher um local para viver é sempre difícil.

Ou porque a casa é pequena, ou porque a Ana Malhoa vive ao lado e costuma cantar no duche, a verdade é que encontramos sempre imensas condicionantes para a escolha da nossa casa.

Mas as nossas escolhas mudam com a idade ou com a nossa actividade. Quando somos mais novos, queremos espaço para brincar! Um jardim amplo, com espaço para correr! Quando envelhecemos, queremos apenas espaço para ter um sofá enorme, uma televisão enorme e a Telepizza perto de casa.

É normal, parece-me. Mas heis a questão do dia:

Qual será a casa ideal para um militar?

 

Sim, já estou a imaginar-vos a meditar sobre o assunto:

- "Uma casa com espaço para um ginásio privado, pois os militares têm de estar sempre em forma..."

- "Ah, não, uma casa perfeita para um casal que raramente se encontra junto, com camas grandes e um jacuzzi para o casal, pois os militares passam muito tempo fora de casa em missões."

- "Uma casa que tenha um mastro para ter a bandeira nacional e onde todos os dias possam ter as sempre respeitadas cerimónias do hastear e arriar da bandeira!"

 

É claro que isto depende dos militares em questão. Mas o The Sun lembrou-se disso e fez um inquérito (Heis a notícia, caros leitores.)! E concluiu que a maioria dos militares britânicos que estiveram em missão no Afeganistão preferem viver no quartel do campo de batalha, nos arredores das grandes cidades do Afeganistão, a viver sua casa em Inglaterra!

Sim, os militares preferem dormir em camaratas, com outros militares ao monte, e sem grandes condições de higiente!

 

Eu nunca estive num cenário de guerra. Já vi muitas na televisão: Guerras como a do Afeganistão, do Iraque, do Kosovo ou a do Estádio da Luz quando o F.C. Porto jogou lá há uns tempos... E, mesmo baseando-me apenas nas imagens que vejo, presumo que aquilo deva ter assim um ambiente pesado. Ali não se discute: dispara-se!

Mas os militares preferem aquele ambiente ao ambiente calmo em sua casa.

Bom, uma coisa me parece linear: Em guerra não devem haver grandes preocupações com a sociedade ou até mesmo com os nossos familiares. Bolas, estão sempre debaixo de fogo! Se nem naquele ambiente o ser humano for egocêntrico por natureza, onde será? Ali cada um salva-se como puder! E se der para se salvarem em equipa, isso sim é ideal.

Assim sendo, e dado que o inquérito foi feito a militares britânicos, penso que esta deve ser uma das vantagens que eles encontram: Como estão só a pensar na vida deles, nem reparam que podem ter uma filha chata que não os deixa em paz nos jantares com os amigos e que, de forma humana e responsável, a enchem de calmantes e a deixam em casa sozinha, com os seus dois irmãos gémeos mais novos. É bem visto. Egocêntrico, mas bem visto.

 

Será que a vida na guerra é boa? Será que eles comem bem lá? Caviar ao almoço, camarão pela ceia... Será isso que os faz preferir a vida em cenário de guerra?

Ou será o espírito de grupo? Mas se querem espírito de grupo, vão para o futebol! No futebol, até um grupo de vinte e três pessoas (Com culturas diferentes: Uns brasileiros, outros portugueses...) são capazes de se unir e defender o seu sargentão, que antes tinha tentado agredir um elemento da equipa adversária! Querem melhor espírito de grupo que este?

 

Os militares britânicos têm gostos estranhos, sem dúvida.

Depois disto, se me disserem que eles fazem uma corrida para ver quem é o primeiro a apanhar o sabonete durante o duche, eu acredito.

Acredito e vou estudar, para que o meu futuro não seja de arma na mão.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Civil.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Modest Mouse - Steam Enginius


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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