Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
Uma amêijoa experiente.

A duração da nossa vida é uma questão que nos inquieta a todos.

Todos nós nos questionamos ocasionalmente:

"Quanto tempo vou eu viver?"

 

Acontece que recentemente foi encontrado o animal mais velho do mundo.

Uma amêijoa, encontrada a norte da Islândia, que se presume ter uma idade compreendida entre os quatrocentos e cinco e os quatrocentos e dez anos. (Heis a notícia, cortesia do Guardian Unlimited.)

Bolas, esta amêijoa ainda viu as vitórias do Benfica!

 

O que é que acham que os cientistas que a encontraram lhe fizeram?

Três opções:

a) Trataram-na com cuidado, pois aquela amêijoa tinha idade para ser quadrisavó deles.

b) Sorriram para ela e deixaram-na em paz, para a deixar viver mais um ou dois séculos.

c) Mataram-na, pois são piores que animais quando toca a não maltratar a natureza.

 

Sim, é a última opção!

A verdade é que eles não repararam, no momento da captura, que a dita amêijoa era assim tão velha.

Se todas as amêijoas tivessem as rugas do Mário Soares, tudo era mais fácil.

E esta notícia seria diferente:

"Foi descoberta uma ruga com formato de amêijoa a norte da Islândia."

 

Quatrocentos e cinco anos ainda é um tempo considerável!

O que raio faz uma amêijoa em 405 anos?

Será que esta amêijoa passou a vida toda a bater palmas com as duas conchas?

Se assim foi, será que nunca entalou a língua durante esses exercícios complicados?

Eu gostava de saber o que raio fazem as amêijoas na vida.

Será que falam umas com as outras?

Será que cochicham acerca daquela amêijoa desavergonhada que passa o dia com as conchas abertas?

 

Façam o que fizerem, conseguem viver quatrocentos anos.

Bolas, também quero uma concha para mim!


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Um espermatozóide.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Klaxons - Isle of Her


Um artigo diferente.

O ser humano é fascinante.

Conseguimos fazer o pino, projectar estruturas enormes, debater a natureza, ir à Lua ou até guardar na memória acontecimentos marcantes.

Somos um ser fascinante, mas há aspectos que nos tornam meros objectos.

 

Ás vezes parecemos ímans de frigorífico.

Ás vezes colamo-nos uns aos outros, e nunca mais descolamos.

Porquê? Porquê?

Porque raio não conseguimos nós viver como ímans que não se colam a nada?

Chega a entristecer que a nossa natureza quase roça a do íman.

Nós agarramo-nos aos outros por natureza, não por sinal de evolução.

 

O pior é que não podemos ser um íman que não se cola a nada.

Porque o íman do frigorífico também não tem piada se não estiver lá.

Na porta do frigorífico.

Fora dele, o íman é apenas uma imagem de um jogador de futebol, um logótipo de uma marca de iogurtes ou uma letra.

É no frigorífico que ele ganha sentido.

É no frigorífico que o íman tem razão de ser.

 

Seria mais fácil não estarmos na porta do frigorífico.

A porta do frigorífico nem sempre está no mesmo sítio.

E está sempre a abrir e a fechar!

Seria mais fácil não haver porta para nós.

Teríamos a possibilidade de vaguearmos à vontade, sem a preocupação de saber "onde está a nossa porta?" ou "será que a porta está aberta ou está fechada?" ou até "será que a porta tem muitas garrafas nela para estar assim tão pesada?".

 

Mas não.

Somos ímans de frigorífico, e teremos de conviver com isso.

Resta esperar que a nossa porta também perceba que, quando nos colamos a ela, é difícil largá-la...


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Um íman de frigorífico.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Silence 4 - We


Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
Uma obra prima de humildade.

Foi notícia de abertura do Jornal da Tarde de quarta-feira, como costuma ser todos os anos por esta altura: o ranking oficial de escolas secundárias do país.

E todos os anos é assim:

Há uma escola secundária que é a melhor do país porque se trabalha muito lá dentro, porque os professores são exigentes e porque os alunos têm um bom acompanhamento...

Todos os anos, a mesma conversa.

 

Este ano, o Jornal da Tarde decidiu destacar o Colégio S. João de Brito, pois esta foi a escola do país com mais de cem exames a ter melhores classificações.

Uma vez mais, o discurso é o mesmo:

Acompanhamento por parte dos professores, trabalho e exigência.

Mas na reportagem da RTP (Convido-vos a vê-la aqui! Ao minuto dois o pivot começa a anunciar a notícia.) surge uma frase proferida por uma aluna deste colégio quando, confrontada com o facto de a sobeja maioria dos alunos que frequentam o estabelecimento serem da classe média-alta:

"É um privilégio, mas não sinto que outras pessoas que estão lá fora não possam também ter os mesmos conhecimentos e chegar a um nível tão alto como eu."

 

É, de facto, uma frase a analisar.

Esta aluna do Colégio S. João de Brito tem, realmente, um óptimo acompanhamento por parte dos professores.

E trabalhar... Upa upa, trabalha que nem uma doidivanas!

Mas parece-me que em tantos anos de aulas neste colégio fantástico, ainda não houve um único professor que, por um minuto que fosse, lhe falasse sobre uma coisa muito gira e fofa que às vezes ouvimos falar: humildade.

 

Não. Esta estudante coloca-se no seu alto pedestal de aluna de um colégio da capital e refere-se aos alunos de outros estabelecimentos como sendo "outras pessoas que estão lá fora".

Elitismo? Não.

Idiotice.

 

Esta estudante merece, de facto, a nossa admiração! Nós, pessoas que estamos cá fora, idolatramo-la de forma tão convincente que quando a vimos ajoelhamo-nos sempre.

Eu, confesso: se a vir um dia na rua, peço-lhe um autógrafo.

Ah, não. Ela não anda na rua. A rua é para as outras pessoas que estão lá fora.

Para ela, o mundo é o colégio, a mansão da sua família e o carro que a leva todos os dias à porta do colégio.

Vida social? Não. Isso é para as outras pessoas que estão lá fora.

 

Mas depois esta estudante ainda diz:

"...não possam também ter os mesmos conhecimentos e chegar a um nível tão alto como eu."

Ainda hoje suspiro pelo dia em que consiga ser tão culto e ter um nível tão alto quanto esta rapariga.

A sério.

Aliás, estou a rever o vídeo, só para confirmar se ela não tinha o cabelo branco, um farto bigode e um charuto na mão, enquanto murmurava ao longo do seu discurso "E=mc2".

Mas não. O Einstein era um pouco mais magro.

 

Esta senhora (Sim, senhora. Raparigas são as outras lá de fora!) é, indubitavelmente, um poço de cultura.

Em que dia completou Paulo Portas o seu ensino superior?

Aposto que ela sabe.

E se não souber, pergunta ao papá à hora de jantar, que ele deve conhecer o Portas de certeza.

 

"Eu quero ser mais que perfeito,

maior do que a imaginação."

Assim se cantava no genérico do Pokemón.

 

Eu não. Hoje canto:

"Eu quero ser aluno do Colégio S. João de Brito

Maior que um simples parvalhão."

 

Mas porque raio ainda se fazem rankings destes?

Para engrandecer o ego dos alunos que por sí só já não são humildes por natureza?


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Uma pessoa lá de fora.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Blasted Mechanism - Karkov


Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
A arte de representar.

 

A 4 de Outubro de 2007, Connie Britton afirma em pleno "Late Night with Conan O'Brien" (O melhor talk-show de sempre, ou não tivesse ele o grande host Conan O'Brien.) que não quer perceber nada de futebol americano, pois na série "Friday Night Lights" ela desempenha o papel de mulher de um empresário de futebol americano.

E o argumento dela é simples:

Ela é actriz.

Se ela começasse a perceber de futebol americano, a sua participação na série deixava de ser representação, pois ela já sabia o que estava mesmo a fazer.

Ou seja: Só é interessante representar quando se interpreta um papel ao qual somos completamente alheios.

 

Soraia Chaves já se pronunciou.

E aparentemente não concorda, ao alegadamente dizer:

"Se eu pensasse assim não podia desempenhar o papel de prostituta de luxo no meu próximo filme.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Benzinho até.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Bloc Party - Flux


Sábado, 20 de Outubro de 2007
Suécia - A terra prometida?

Porque é que quando se discute algo relativo à sociedade portuguesa as pessoas têm a tendência a comparar sempre a nossa situação com a situação dos países nórdicos?

Parece que, subitamente, todos nós olhámos para o norte da Europa e descobrimos lá o paraíso para viver!

 

Ontem na viagem entre Lisboa e Vila de Rei ouvi Ana Bola, na Antena 3, a comparar a nossa situação com a situação sueca no que toca à utilização da internet!

É incrível mesmo.

Se estamos a falar de economia, comparamo-nos sempre com a Suécia.

Se estamos a falar de comida, falamos que na Suécia é que é bom.

Se pensamos em mobilar a casa, comparamos sempre a mobiladora da esquina ao lado com o Ikea.

É incrível como a Suécia,de repente, invadiu a nossa mentalidade como sendo "A situação ideal".

 

Eu não acredito nisso. A sério.

O Figo acredita.

E eu, no lugar dele, talvez acreditasse também.

Mas não. Sendo eu quem sou, não acredito que tudo na Suécia seja perfeito.

 

É que reparem: A Suécia tem um sistema de saúde sem problemas, o sistema de reformas não está em crise e os políticos são empreendedores. Pode ser verdade.

Mas a Suécia também tem os ABBA! E os Roxette!

Nem tudo é perfeito na Suécia, bolas!

 

E o futebol? Já viram bem o Farnerud a jogar?

 

E o frio? Aquilo é bem lá em cima, já a arranhar o Pólo Norte!

Será que chegam a vender t-shirts na Suécia?

Não! No Verão eles devem vestir casacos à mesma!

Até o hino da Suécia tem uma referência ao frio! Reparem no nome do hino sueco: "Du gamla, Du fria".

É como quem diz: "Este hino é música, mas é música da fria!"

 

A Suécia tem uma coisa boa: Poupam imensa energia em refrigeração.

Quem é que precisa de um frigorífico quando na rua está sempre um frio desgraçado?

Ninguém.

Na Suécia, os camiões de transporte da Iglo não têm cobertura.

"Gelado de ovo? Não. Apenas um pudim que se me esqueceu à janela."

 

Raio, na Suécia a produtividade é maior apenas porque as esplanadas estão cheias de gelo!

Entre isso ou trabalhar, a fábrica do Ikea sempre tem ar condicionado.

 

E ainda me dizem que a Suécia é o país ideal para viver?

Não me convencem.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Português.


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
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