Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007
O projecto do PNR para as Berlengas.

A sério: Não tenho nada contra os gays.

Apraz-me no entanto dizer que me é confuso não considerar o ânus apenas como parte integrante do sistema digestivo.

Mas tudo bem. Cada um faz do seu corpo aquilo que quiser.

 

Mas no Uganda, nem todos pensam assim.

Na verdade, a homossexualidade é proibída por lei no Uganda.

Parece-me uma proibição pretinente.

Se esta lei existisse em Portugal, nunca teríamos o Joaquim Monchique na televisão.

 

Mas no Uganda surgiu uma ideia inovadora (Heis a notícia! Vá, leiam... A sério!). E surgiu da parte de um mufti, que a wikipedia me disse ser um senhor responsável pela interpretação da lei islâmica.

O mufti Sheikh Ramathan Shaban Mubajje propôs ao presidente do Uganda, o senhor Museveni, que todos os gays fossem enviados para uma ilha no Lago Vitória e que lá morressem com o passar do tempo.

 

Parece-me uma postura assim, vá lá... Nazi, não?

Eu não patrocino a homossexualidade de forma alguma.

Mas daí até dizer "Era enfiá-los todos numa ilha e esperar que morressem!" vai alguma distância.

No entanto, este Sheikh Mubajje ainda pensa nos gays: enfiá-los todos juntos na mesma ilha significaria uma festa gay enorme, apenas comparável com os jantares em casa do Cláudio Ramos, com o Carlos Castro e o José Castelo Branco.

 

Seria, no entanto, o seu último prazer antes da morte.

Sim, porque não estou a imaginar os gays a praticarem a agricultura como forma de subsistência.

Estou a imaginá-los a cultivar pepinos e cenouras, sim... Mas não propriamente para as digerir.

 

Mas pensar numa ilha cheia de gays é algo assutador.

Seria a ilha mais chique e arrumada do mundo, isso sim. Com uma fragância a aloé vera por todo o lado!

 

Acho que esta ideia de os colocar numa ilha seria ainda pior.

Porque presumo que no Uganda a população em geral não tenha dinheiro para viajar.

Se todos os gays fossem para a ilha em questão, a população mais pobre começava a ter comportamentos estranhos só para poder ir para a ilha!

Só para poder viajar de barco!

Mas, bolas: Se são gays e querem passear de barco, porque não tentam um telefonema para o Herman?


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Hetero. A sério.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The Cinematics - Break


Domingo, 30 de Dezembro de 2007
Frases curtas.

É simples.

Pouco elaborado até.

Dá para pouco.

Mas é aliciante.

 

Hoje faz sol.

O gelo pela manhã.

Um acidente na estrada.

O charro no Louçã.

Aceso.

Aquece como lã.

 

As acções sobem.

O termómetro desce.

Foguetes explodem.

O Jardim não cresce.

A Madeira gosta.

Que valente bosta!

 

O semáforo não cai.

A carrinha não avança.

O Pai Natal não existe.

Acreditas em tal pança?

É triste.

Já não há esperança.

 

Esbranqueia-se o cabelo.

Desaparece o brilho.

Nunca brilhou, afinal.

E chama-se Zé Milho.

Anormal.

De Batatinha parece filho.

 

Já está grande.

Deprimente? Sim.

Ainda no início.

Não. É o fim.

É pena, mas

há Dias assim...


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Bem e em branco.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Josh Rouse - Wonderfull


Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007
Há três anos assim...

1095 dias.

Que é como quem diz 26280 horas.

Ou, vá, 1576800 minutos.

O que, na unidade de tempo do Sistema Internacional equivale a uns meros 94608000 segundos.

Tanto tempo, e só 236 artigos.

 

Porquê tão poucos artigos?

Porque não há imaginação para mais.

Se, escrevendo tão poucos, eles têm tão pouca qualidade, imaginem no que se tornaria cada artigo se eu o escrevesse forçado.

 

De facto, reina a liberdade neste blog.

A liberdade de (não o) ler.

A liberdade de escrever.

E com liberdade se faz democracia, independentemente do que o PNR possa eventualmente dizer.

 

Comemoremos então a liberdade.

Porque sem ela, este blog não teria 3 anos.

E eu estaria no Tarrafal.




Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007
O nosso melhor amigo ou um interessado em comer sem qualquer esforço?

O cão é, segundo dizem, o melhor amigo do homem.

Eu não acho.

Os cães obrigam-me a andar na rua a olhar para o que piso.

E isso não é ser amigo.

É ser pouco asseado.

 

Mas há quem ache que o cão é o melhor amigo do homem.

E o cão, diga-se, vai dando provas de que, de facto, é um porreiraço cá com a malta de duas patas.

Prova disso é a notícia que acabo de ler (Cliquem aqui e Leiam-na, é bem gira!) e que nos dá conta de mais um cão que salvou a família que o acolhia.

É fofo: começou um incêncio a meio da noite e o cão foi acordar os donos para estes se safarem.

 

Há, no entanto, que reparar numa coisa: este cão, de nome Sandler, acabou por morrer, pois voltou a entrar em casa para, presumivelmente, salvar o outro cão que esta família acolhia.

E é aqui que se levanta a questão:

Será o cão mesmo um bom amigo?

Tão bom amigo que até deixa morrer o seu camarada canino?

 

A resposta é uma: Não.

O cão é um interesseiro, isso sim!

O cão está-se borrifando para o que os humanos acham dele!

No entanto, enquanto nós, humanos, lhes dermos comidinha sem que eles façam o que quer que seja, eles dão-nos a pata e vão atrás do osso só para nos fazerem felizes.

 

Caros leitores, não se iludam:

Os cães são falsos!

A cauda a abanar quando nos vêem passado duas semanas de ausência, aquele apoio na nossa perna à procura de uma festinha na cabeça... Tudo isso tem um só objectivo: Comida.

E nós, espertos como sempre, lá lhes vamos comprando um Pedigree de vez em quando...

 

Sandler é um exemplo excelente para vos mostrar isso.

Aposto que, a sobreviver, os seus donos lhe iriam dar comida logo a seguir!

E ele, todo contente, ladraria, como quem diz ironicamente:

"Até nem me custou nada ir acordar-vos a meio da noite! E agora como aqui à grande!"

 

É por isso que eu prefiro gatos.

Se lerem a notícia, o gato da família, Raja, saiu ileso de casa sem avisar ninguém.

O gato é mais humano que o cão.

Na hora de se safar, eles que se lixem!

 

Ainda assim, aposto que o gato também come Wiskas frequentemente...

 

P.S.: Se virem bem, o cão que ilustra este artigo vai piscando os olhos de vez em quando... Tudo isso para quê? Comida!


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Humano.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Josh Rouse - 1972


Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007
Um artigo sujo, para variar.

Se há local de culto numa sociedade moderna, esse local de culto é a casa-de-banho pública.

Um sítio onde todos nós, cidadãos, aliviamos as nossas necessidades básicas, enviando tudo o que dessas necessidades resulta para o mesmo local.

Como se os nossos restos precisassem de falar entre si, num mesmo poço, antes de receberem os produtos desinfectantes...

 

Mas a sério: as casas-de-banho públicas são, de facto, algo a venerar.

Especialmente aquelas que, para separar as diferentes sanitas, têm uns acessórios de mobiliário muito escassos, que nos permitem ouvir tudo o que do outro lado se passa.

Essas casas-de-banho, sim senhor, são de louvar.

Porque, precisamente, permitem-nos ouvir o que se passa do outro lado!

 

Eu não sei o que vocês acham, mas cá para mim, defecar deve ser uma coisa feita na intimidade do nosso ser.

Sem mais ninguém a ouvir.

Somos só nós e a nossa poia.

Mais ninguém, se faz favor.

Ninguém vos chamou.

 

Porque, convenhamos: No trono de porcelana, todos nós temos a tendência de agir como reis.

E de gritar, se for preciso.

E, como reis que somos, não queremos que os outros reis do lado vejam como nós tratamos os nossos súbditos.

(Se bem que o tratamento é todo igual: Abrir o autoclismo e dizer-lhes adeus...)

Mas, ainda assim, esta questão de se ouvir tudo o que se passa do outro lado é assustadora.

 

Urge então a apresentação de um conjunto de frases que não convém que sejam ditas em pleno cubículo de casa-de-banho pública, senão a vossa saída até ao lavatório para lavar as mãos poderá ser brindada com olhares muito estranhos por parte de quem ouviu o vosso desabafo.

(Ainda assim, proponho-vos que as usem assim uma vez, só para ver o que acontece.)

 

"Shiiiiiiiiiii!"

Se esta frase for dita com a entoação correcta, a pessoa cá fora poderá pensar que você é alguém que, na altura de defecar, não brinca em serviço. E isso, convenhamos, deixa uma imagem muito rude. Em vez disto, diga antes um "Só?", e vai ficar com a imagem de uma pessoa com classe e sofisticação, que só come nouvelle cuisine e que, portanto, tem pouco lá dentro para defecar...

 

"Então mas tu queres ver que..."

Esta frase por si só coloca a pessoa numa situação de embaraço muito forte. Porque quem diz isto no cubículo da casa-de-banho está, obviamente, com problemas para enviar os seus restos pelo cano abaixo. Tal facto poderá apenas significar que comeu demasiadas batatas recentemente... Mas, ainda assim, fá-lo parecer um homem das cavernas. Tenha cuidado com esta expressão. Outras frases como "Fazem estes canos sempre estreitos, pá..." também são a evitar pelo mesmo motivo.

 

"Epá, sim senhor!"

Nós sabemos: é sempre um alívio ir à casa-de-banho. Mas partilhar esse alívio com as outras pessoas pode não ser muito correcto. Nós percebemos que agora já não sente as calças tão apertadas e que já pode ir dançar com aquela loira fogosa da festa... Mas não partilhe isso com quem ali se encontra. Porque quem ali se encontra pode estar com problemas de digestão, e só com quinze visitas ao cubículo é que se poderá sentir como você. Contenha-se, a sério.

 

Mas, caros leitores, a meu ver há uma frase ainda mais perigosa para se ouvir numa casa-de-banho pública.

Mas só na parte dos homens.

Imagine que um homem entra na casa-de-banho quando você está a lavar as mãos, aproxima-se do urinol, abre a portinhola e diz:

"Olha-me este..."

 

Inquietante, não?


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Bem.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Interpol - The Lighthouse


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
'coisas muito mal escritas, mas bastante recentes

' Sem título.

' E se eu não tivesse tempo...

' O nome "Vigor" pode mesmo...

' O fim das bolachas Maria.

' Se está farto de mulheres...

' Adorar vacas pode, afinal...

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' Não leia isto para bebés.

' Levante o pé.

' Contem-me uma melhor.

' Alto e pára o baile!

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