Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Para ler em silêncio.

Ao chegar a casa no final de mais uma semana de estudo, nada como um sofá, um jornal e música na aparelhagem.

E, para muitos, uma cervejinha na mão. (Eu, pessoalmente, dispenso essa.)

 

Tudo isso é relaxante, desde que o jornal não fale do estado em que o nosso país se encontra.

Uma boa música pode, de facto, levar-nos a um estado de alma tão equilibrado quanto a malta do ioga.

Um som harmonioso, que conduza a nossa audição à felicidade.

 

Todos gostamos disto, não é?

Mas, afinal, nem todos o conseguimos.

Não sou eu quem o diz. É o DN! (Será? Vejam, vejam... Aqui!)

 

A notícia do DN online de hoje diz-nos que 50% da nossa população está exposta a níveis de ruído perigosos.

Eu não acho isto tão alarmante quanto isso.

Grande parte deste ruído advém da garganta de Júlia Pinheiro, da TVI.

E se os portugueses não mudam de canal, é porque são (desculpem-me) parvos.

 

Assim sendo, a exposição ao ruído é, em alguns casos, opcional.

Mas há quem não possa fugir dele! Quem trabalha numa portagem, quem passa todos os dias ao lado de uma pedreira ou quem mora no andar por cima do Toy não pode, simplesmente, mudar de vida, em prol da integridade timpanal.

 

No entanto, já existem utensílios de protecção contra o ruído. Pena serem um tanto ou quanto aparatosos, pois nem sempre dá jeito num mundo como o nosso andar com algo tão grande atrás.

Há quem goste de coisas grandes atrás, mas não é de Carlos Castro que eu quero falar neste artigo.

 

Malta como o 50 Cent está-se a lixar para o que é aparatoso, trazendo sempre protecções auriculares atrás. Há que cuidar da sua audição!

 

 

Quanto estão a cantar, põe-nos, para se protegerem do próprio ruído que produzem.

Quando se calam, tiram-nos, para poderem ouvir as palavras sábias das outras pessoas.

E a analisar pela rima "I'll take you to the candy shop. I'll let you lick the lollypop", 50 Cent deve considerar sábias as palavras de Michael Jackson...

E George Bush é o filósofo favorito dele.

 

Já nós, portugueses, não temos a mesma abertura de mente para andar com as ditas protecções atrás. (Sim, porque o 50 Cent tem uma mente aberta...)

Sujeitamo-nos ao ruído e ponto final.

E isso indigna-me!

Apetece-me lançar um repto contra o ruído! Mas sou tão pequeno...

 

Resta-me apelar para que não haja ruído por minha causa.

Assim sendo, peço-vos que nunca leiam os meus artigos em voz alta!

Porque, por muito boa que seja a dicção do distinto leitor, quando algo é escrito por mim, fará sempre mal ao tímpano de alguém.

E filas no hospital já há muitas...


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: em modo de silêncio.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Tiago Bettencourt - Voo


Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
E aqui, quem é que manda?

Já não é a primeira vez que aqui falo sobre animais.

Na verdade, falar de animais é sempre interessante, especialmente quando se nasceu num planeta onde existem ornitorrincos.

Confessem, caros leitores: todos nós gostamos de, de vez em quando, parar pelo National Geographic e ver como é a vida dos leopardos. Não é?

 

No entanto,  não me parece como requisito essencial ir à selva quando o objectivo é apreciar o comportamento animal.

Em total sintonia com a nossa raça e a coabitarem conosco existem animais que apresentam comportamentos dignos de documentário no NatGeo.

Senão pensem: Para quê ver na televisão os leões a marcarem o seu território com urina quando nas paredes das nossas cidades há graffitis com o mesmo significado?

 

Calma, não se exaltem.

Na verdade, há graffitis muito giros!

E sim, eu também concordo que o graffiti é uma arte urbana.

Tal como uma pintura do séc. XIX, há graffitis que demonstram as preocupações dos artistas, tais como os problemas sociais, a democracia, o racismo ou o preço da erva.

 

Não é esse o graffiti a que me refiro neste momento.

Refiro-me ao graffiti que apenas pretende representar o nome de alguém.

O chamado tag, segundo consta.

 

O tag serve só e apenas para marcar território. Tal como a urina dos leões.

Tem a enorme vantagem de não deitar cheiro. Por outro lado, perde em efeito visual.

E isto porque a urina leonina tende a não ser de fácil percepção. Já o tag, não só é possível ver como também é feio.

 

Eu percebo que para a grande maioria dos líderes de gang, saber escrever é por si só um dom.

Mas é mesmo necessário mostrarem-no numa parede?

Eu acho, sinceramente, que podiam escrever um livro...

Primeiro, porque podiam fazer dinheiro com ele, não sendo necessário roubarem mais pessoas nas nossas ruas.

E segundo, porque sempre que um iliterado escreve um livro, esse livro tende a ser um best-seller. E, na melhor das hipóteses, pode também servir para as investigações do processo "Apito Dourado".

 

Mas porquê, caros líderes de gang das grandes cidades, porquê recorrerem ao tag para mostrar quem manda?

Já não basta a arma que trazem nos bolsos?

Não bastam os chapéus com uma pala maior que a do Pavilhão de Portugal?

Não bastam as calças enfiadas para dentro das meias?


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: O maior deste blog.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The Cinematics - Rise & Fall


Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008
Se por acaso alguém quiser dizer alguma coisa...

A pedido de muitas famílias, ou então apenas de uma pessoa, adicionei na barra do lado direito um e-mail de contacto, para que me possam insultar directamente.

Não obstante, julgo que dá mais gozo insultarem-me na zona de comentários.

Porque assim sempre podem dizer aos amigos por MSN "Vejam este link aqui onde eu trato aquele Miguel Dias abaixo de cão".

 

No entanto, há quem prefira insultar em privado, coisa que também alivia o corpo e a mente.

 

Se, por outro lado, quiserem elogiar o meu trabalho, não o façam sem antes consultarem um médico.

Depois de o visitarem, já estarão em perfeita saúde mental.

E, nesse estado, estou certo que ninguém quererá elogiar o que aqui se escreve.

Seja como for, fica ali ao lado a minha caixa de e-mail, criada apenas para este propósito.

 

Com os melhores cumprimentos:

Miguel Dias


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: com saudades de ser insultado.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: David Fonseca - I'm On Fire


Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
The fireturtle.

Há pessoas que, sempre que viajam, tentam levar a casa atrás.

E há aqueles seres vivos que trazem a casa atrás e que, aposto, não se importavam de a largar por instantes.

Falo, claro, de caracóis, tartarugas ou da própria Paula Bobone, que pode combinar um jantar com os amigos debaixo do cabelo dela.

 

Mas não é de Paula Bobone que vos vou falar, pois não me encontro sentado com a postura indicada para isso.

Vou então falar de tartarugas, ganhando assim a possibilidade de por uma fotografia gira a ilustrar este artigo, coisa que se afigurava impossível se fosse a Paula Bobone a ilustrá-lo.

 

As tartarugas são répteis da ordem Testudinata. [Testa de nata? Para além de idiota, não parece nada.]

As tartarugas notabilizam-se por terem uma enorme carapaça, na qual se enfiam quando a coisa dá para o torto.

Se Correia de Campos tivesse uma carapaça, era nela que ele estava agora.

 

E as tartarugas, em geral, têm um temperamento calmo.

E é lógico: Quem traz a casa atrás nunca tem pressa.

Porque tem tudo ali à mão.

 

Essa é, no entanto, uma ideia falsa!

Vejam os documentários no National Geographic... Se um dia virem uma tartaruga a lutar, vão mudar essa imagem.

 

Até porque tem sentido.

As tartarugas têm de viver com uma ideia na cabeça que é simples: A qualquer momento colocam-lhes em cima pessoas como o Mário Soares.

Se não ficassem furiosas, era sinal que não sentiriam a dor.

A dor de acarretar tão farto peso em cima de quatro pernas apenas.

 

Mas se ainda não estão convencidos de quem as tartarugas não são assim tão calmas quanto eu vos digo, atentem nesta bela e cativante notícia! ("Qual?", pergunta o estimado leitor. Clique aqui e veja!)

Basicamente, uma tartaruga incendiou a casa dos seus donos, em Inglaterra.

 

Eu sei que a história vem do The Sun, o que nem sempre garante a sua veracidade.

 Ainda assim, apraz-me aqui analisá-la: Uma tartaruga de 70 anos colocou uma casa em chamas!

Quem tem 70 anos já tem idade para ter juízo.

Pode ter passado pela Segunda Guerra Mundial, o que a deve ter deixado com traumas pós-guerra.

Mas, mesmo assim, devia saber o que não se deve fazer quando se pretende ter a casa intacta.

 

O problema foi que Fred, a tartaruga, acordou da hibernação mais cedo que o previsto.

E isso, é sabido, causa sempre problemas.

O próprio Paulo Portas acordou da sua hibernação política bem antes do tempo e todos nós sabemos como anda a ala conservadora do nosso hemiciclo...

 

Acordar cedo faz mal e todos nós já o comprovámos na nossa pele.

Quantos de nós não chegaram cedo ao trabalho, às aulas ou ao pequeno-almoço combinado com aquela amiga gira?

Bom, talvez nenhum de nós.

Mas mesmo chegando atrasados, tudo corre bem!

E se tudo corre bem, para quê mudar?

 

Caro leitor, depois de ler isto, tem a minha permissão para chegar atrasado.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: um pouquinho atrasado.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Babyshambles - Delivery


Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
Talvez a Terra trema de medo.

A terra treme de vez em quando e as razões para que tal aconteça são variadas.

Podem ser devidas a movimentos das placas tectónicas, a rebendamento de explosivos ou a um tropeção da Simara.

 

Mas uma coisa é certa para nós, ocidentais: é impossível prever os terramotos de origem natural.

E afirmo isto com a convicção que a Simara perde o equilíbrio com pouca frequência.

E a chave para que cada terramoto que há no mundo não resulte numa catástrofe baseia-se na mesma palavra que propagandeia os preservativos: Prevenção.

Curiosamente, seria fácil prevenir alguns terramotos com o preservativo.

Bastava os pais da Simara terem usado um...

 

Mas esta grandeza, a da visibilidade da Simara, não é sensual.

Mas esta certeza, a da imprevisibilidade dos terramotos, não é consensual.

 

Basta ler a notícia do "The Sydney Morning Herald", cujo link se encontra na próxima chamada entre parêntesis. (Que é, concerteza, esta.)

Basicamente, o deputado israelita Shlomo Benizri afirmou, em pleno debate parlamentar sobre a vaga de quatro terramotos que assolaram a região em apenas duas semanas no final do último ano, que a culpa é dos gays!

Sim, segundo Benizri, a culpa dos terramotos é dos gays, pois o governo de Israel tem vindo a tornar-se demasiado liberal nesta temática.

 

Eu não sei como é que são os gays israelitas, mas a imagem mundial dos homossexuais é precisamente a de eles serem florzinhas, que não fazem mal a ninguém.

Aliás, nem nós, heterossexuais, sabemos bem como provocar um terramoto de grandes dimensões.

 

É certo que, segundo consta, os homossexuais gostam muito de contacto entre superfícies.

E muitos dos terramotos, diga-se, resultam da fricção entre superfícies!

Mas não serão as dos gays, parece-me...

Com todos os cremes que eles tanto vulgarizam, a tal atrito não deve provocar terramotos...

 

O importante a reter nesta notícia é simplesmente isto:

Um deputado israelita acredita que os terramotos são provocados pela liberalização da homossexualidade no país.

Com base nisto... Haverá alguém naquele país com inteligência para resolver os problemas com a Palestina?


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: português e não israelita.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: David Fonseca - This Wind, Temptation


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
'coisas muito mal escritas, mas bastante recentes

' Sem título.

' E se eu não tivesse tempo...

' O nome "Vigor" pode mesmo...

' O fim das bolachas Maria.

' Se está farto de mulheres...

' Adorar vacas pode, afinal...

' Eles não gostam de nós.

' Não leia isto para bebés.

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' Contem-me uma melhor.

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