Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
A minha aproximação a Conan O'Brien.

Conan O'Brien é frequentemente confrontado com a expressão "I love you, Conan!" aquando da sua entrada no seu (brilhante) programa. A isto, Mr. O'Brien costuma sempre responder "I love you too, sir.", pois quem diz "I love you, Conan!", regra geral, tem uma voz masculina.

E, após isto, é habitual Conan O'Brien dizer "I'm doing well with the guys...", havendo sempre risada geral após tal desabafo.

 

Sendo eu um fã do trabalho de Conan O'Brien, como genial talk show host que ele é, nunca pensei que a minha primeira grande aproximação a tão grande vulto fosse por esta frase.

"I'm doing well with the guys..."

 

E digo-vos isto porque no último dia do ano passado publiquei neste blog um artigo chamado "O projecto do PNR para as Berlengas". Era um artigo simples, relativamente imparcial e que abordava uma série de esterótipos, com base numa notícia do allafrica.com.

É com espanto que reparo hoje que este é um dos artigos com mais comentários de resposta!

(Já agora, revejam o artigo e leiam os comentários aqui.)

 

Ou seja, eu escrevo sobre tanta coisa neste blog, e no final de contas quem me comenta mais são... Os gays.

"I'm doing well with the guys."

 

Mas, ao contrário de Conan O'Brien, não comentam de forma amigável. (Bolas, estava mesmo a precisar de um amigo gay para me ajudar a escolher a roupa para a próxima festividade de gala.)

Comentam de forma bem indignada e fundamentada, senão reparem, por exemplo, no comentário de "alguem":

 

"acho muito engraçado quando um cidadão, com sua ignorância, falta de conhecimento, falta e dissernimento do que fala, aliás falta de tudo né, pois só digo e falo o que conheço e tenho propriedades intelectuais, racionais, mentais e pisicologicos para tal, pois caso contrário fico calado sem dizer nada."

 

(Nota: "alguem" afirmou no final deste comentário que era heterossexual. Convém referi-lo pois até este ponto estou a dar a entender que ele não o é.)

 

Calma... "alguem" disse que eu era cidadão! Ignorante, é certo, e com falta de tudo. Mas sou um cidadão!

Está giro, de facto. É um orgulho ser cidadão, caro "alguem". Porque, sendo cidadão, tive o direito de frequentar o ensino primário, onde me ensinaram a escrever frases com nexo.

Já o senhor... Não quer ser cidadão e ir aprender a escrever alguma coisa coerente?

 

"alguem" ainda escreve mais umas coisas, muitas delas acertadas (Mas mal escritas... Enfim, não se pode ter tudo, não é?) mas acaba com esta frase:

"Que Deus lhe abençõe e possa te ilumninar a sua cabecinha tão pequena e medilcre."

 

(Nota: Preciso de um dicionário novo. O meu não tem o verbo "ilumninar" e também não tem a palavra "medilcre".)

Caro "alguem", eu li umas passagens da Bíblia... E tenho a impressão que Deus disse "Crescei e multiplicai-vos!" depois de criar o Homem. É impressão minha ou Deus não contemplou os gays nesta citação?

Não invoque Deus em vão, caro "alguem". Especialmente quando Ele não o tem em grande consideração.

 

Mas "alguem" não foi o único a comentar o meu artigo.

Hoje foi a vez de "tiago" expressar a sua indignação. Mas com um discurso francamente mais coerente que o de "alguem", senão vejam:

 

"A ideia de deportar todos os homossexuais para uma ilha, podia ser divertido."

(Nota: "tiago" é panasca. Ele próprio o diz durante o comentário. Percebe-se assim porque é que ele acha que esta ideia podia ser divertida. Estou a imaginá-lo a dizer "Ai que divertido!" com as mãozinhas a abanar ao nível dos ombros.)

 

"Não acho é que isso resolvesse a questão da homossexualidade, que é um fenómeno tão antigo quanto a existência da Humanidade."

Mas quem disse que a homossexualidade era uma questão a resolver? Afinal, o senhor gosta dessa diversão toda e, no fundo, diz que a homossexualidade é uma questão a resolver? Não o percebo.

 

"Como os homossexuais são TODOS filhos de heterossexuais, óu de um "acto sexual" heterossexual, e como portanto, são os heterossexuais que fazem os homossexuais, eu sugeria ao Sheikh Mufti e a quem partilhe dessa ideia, que fosse ele para a ilha, pois se os heterossexuais" lá ficassem até morrerem", como diz, certamente que deixaria de haver também homossexuais porque já não havia heterossexuais para os fabricar."

Boa jogada, caro "tiago".

Conseguiu dar a volta ao assunto.

Mas... Um mundo sem heterossexuais? Só se for nos seus sonhos cor-de-rosa! (Nunca a cor dos sonhos teve tanto sentido.)

 

E, por fim, "tiago" ainda me diz directamente:

"Ah, e quando fizeres o teu planeamento familiar, lembra-te que, ao praticares o coito vaginal, podes estar a trazer um homossexual ao mundo. Quem sabe se Deus não se encarrega de punir a homofobia assim?"

Lá está, mais uma vez, a referência a Deus.

Caro "tiago", talvez não partilhemos o mesmo Deus. O meu, pelo menos, não gosta muito de pederastas. Não o invoque, a sério.

 

Ainda assim, convém aqui deixar uma nota a todos os homossexuais que me lêem:

Eu não acho que seja homofóbico.

Também não patrocino a homossexualidade, é certo. Mas não a condeno de forma alguma.

Portanto, se estão a ler este artigo (ou se leram o mencionado em epígrafe) e estão indignados comigo, é porque não o perceberam. Talvez seja melhor lerem primeiro meia dúzia de artigos deste blog, para perceberem o tipo de coisas que eu escrevo, e depois lerem estes artigos.

Quando já não estiverem indignados comigo, aí sim, estarão a perceber por completo o artigo.

 

Estou em crer, no entanto, que não são só os fãs de Elton John que me lêem. Não obstante, é lógico que sejam eles quem mais me comentam. Afinal, eles têm por hábito ser muito sensíveis...

"Ai, não me toques!"

 

Descansem, caros gays que me lêem, eu não vos chateio mais.

Divirtam-se, a sério. Em vez de me incomodarem com comentários mal escritos, divirtam-se.

 

Entre vocês, claro.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: heterossexual.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Editors - You Are Fading


Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
Dissemelhante.

O ser humano, competitivo por natureza, procura ser melhor a cada momento que passa. Porque a torrada de hoje não pode ficar queimada como a de ontem, porque o penteado do último casamento não ficou bem nas fotos, porque o Benfica na época passada não foi campeão.

Todos temos a nossa dose de perfeccionismo, mesmo aqueles que se dizem desleixados. Mesmo aqueles que não se penteiam de manhã. Mesmo aqueles que só sabem fazer esparguete. Mesmo aqueles que detestam Cláudio Ramos.

Todos gostamos de melhorar de dia para dia. Para poder pedir um aumento ao patrão, para poder impressionar as amigas giras, para poder comprar aquele carro de alta cilindrada.

Para todos nós, mesmo ao nível da educação, a vida é uma escada. É por isso que os nossos avós são sempre educados. Palavrões? Nem um.

De dia para dia, mesmo os jogadores de futebol, procuram uma melhor educação. A prova é que muitos deles, os bons, com o passar do tempo saem de Portugal. Porque o português nunca chama pelo árbitro, mas sim pela mãe dele, que não teve culpa no penalti mal assinalado que o gajo marcou agora.

 

Com tudo isto... Somos felizes? Não, não somos.

 

Nós fazemos da vida uma escada, mas todos nós sabemos que essa escada tem um fim. E quando chegarmos lá acima, não há tempo para apreciar a plenitude da perfeição.

Eu sei que olham para mim como um sábio amigo que vos dá grandes e bons ensinamentos. E eu, com a breca, gosto dessa sensação. Sinto-me mais astrólogo com isso.

Assim sendo, sigam o que vos digo e não se arrependerão: por vezes, há que esquecer a escada.

Por vezes tempos de comer a torrada queimada durante uma semana inteira. Temos de ir a dois casamentos com maus penteados. Temos de ser benfiquistas nos dias que correm. Temos de só comer esparguete durante 1 mês. Temos de viver sem merecer aumentos de ordenado (ou, quiçá, a merecer diminuições de ordenado, porque afinal não é bom brincar com o mau humor do patrão).

E mesmo ao nível da educação, por vezes temos de ser uns bons estupores. Daqueles que olha com desdém, que ignora, que não quer ouvir.

Porque só ignorando a escada é que se anda de elevador.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: um fraco estupor.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Devotchka - The Clockwise Witness


Terça-feira, 27 de Maio de 2008
Mais uma gotinha e estão lá.

É notícia hoje no SAPO (Como podem corroborar aqui, para o caso de duvidarem de mim. Não seriam os únicos!): um carro português, produzido pela Faculdade de Engenharia do Porto, percorreu 291 quilómetros com apenas 1 litro de gasolina.

 

291 quilómetros, amigos! É muito quilómetro com apenas 10 decilitros de gasolina! Os meus parabéns à Faculdade de Engenharia do Porto!

 

Este feito é enorme, caros leitores!

Eu sei que muitos dos meus leitores podem não ter uma noção do que isto significa, mas eu faço já aqui uma analogia...

Conseguem imaginar a Amy Winehouse a dar 10 concertos com apenas 1 litro de whiskey?

Este feito, o da Faculdade de Engenharia do Porto, é mais ou menos a mesma coisa, só que no mundo automóvel...

 

É um feito enorme, não me esfalfo de o dizer, e o investigador principal diz que a culpa é da dedicação com que todos os envolvidos trabalharam no projecto.

Eu, peço desculpa a intrepidez, não acho.

O que eu acho é que a malta do Porto está predestinada a conseguir grandes feitos com poucos recursos.

O Pinto da Costa, por exemplo, consegue ganhar vários campeonatos com apenas um telefonema. Bem como disfarçar problemas intestinais com apenas 1 cigarro.

 

Ainda assim, é um feito que demonstra até que ponto nós, portugueses, nos desenrascamos bem em tempos de angústia.

Se um dia o preço da cerveja subir ao mesmo ritmo com que tem subido o preço do combustível, nós, portugueses, ainda havemos de arranjar maneira de nos embebedarmos com apenas meia cerveja mini!

 

Quero aqui deixar publicamente os meus parabéns à Faculdade de Engenharia do Porto.

Sim, porque os parabéns de alguém como eu, e eu sei disso, podem mudar a vida de muita gente.

Só para terem uma noção, eu dei os parabéns a Mourinho quando este ganhou a Taça UEFA.

E todos sabem o que veio a seguir...

 

É verdade que, muitas vezes, a necessidade aguça o engenho. E que, portanto, atingimos grandes feitos sem dar por isso. Porque, na verdade, foi por necessidade que o atingimos.

E a malta da Faculdade de Engenharia do Porto alcançou este feito por necessidade, é sabido.

Mas não satisfizeram a sua necessidade ainda.

Para a atingirem, faltam-lhes mais 26 km.

Quando o conseguirem, poderão ir até Lisboa com apenas 1 litro de gasolina.

E deixar o Porto para ir para Lisboa com apenas 1 litro de gasolina, é sabido, é uma necessidade.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: a queimar combustível.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: David Fonseca - Rocket Man


Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Esta precisa de uns headphones especiais, não?

Caros leitores, se já estão fartos daquelas histórias sobre a pessoa com mais piercings no mundo, ou então a pessoa com as tatuagens mais bonitas de sempre... Então este artigo é para vocês! Tomem-no, a sério. Não o quero para nada.

 

E isto porque nesta página (tão bem hiperligada aquando da sua enunciação) irão encontrar imagens de uma jovem que transformou as suas orelhas em orelhas de elfo.

Precisamente.

Tal como Legolas, o elfo do outro filme.

Mas neste caso, a pessoa em questão tem uma aparência menos feminina.

 

O que é que leva uma rapariga a moldar as suas orelhas, fazendo um corte e apertando de seguida as mesmas, aguardando que elas sarem com um formato pontiagudo?

Será vício?

Será álcool?

Será que tem um namorado gótico?

 

Os góticos, coitados, nunca estão contentes com o que têm.

Têm sempre de pintar a cara de branco, de se emproar com correntes de guindaste de obras, de usar Skip Black Velvet na roupa.

 

Mas... Porquê orelhas pontiagudas? Será que alguém acha aquilo sexy? As orelhas a furarem o cabelo, ficando para sempre expostas ao mundo, independentemente do penteado... Alguém acha isso giro?

Eu não acho. A sério.

Para mim, a coisa mais sexy do mundo são orelhas pequenas. Assim bem pequeninas, sabem? E que, ao mesmo tempo, ninguém repara à primeira que são pequenas... Isso sim, é o auge da sensualidade!

 

Eu percebo que hajam pessoas que gostem muito dos livros que lêem ou dos filmes que vêem, e que se identificam com as personagens e que gostavam de ser como elas. Mas... Porque é que não vêem antes os filmes da Katherine Heigl? Ou da Jessica Alba... Essas sim, são uma boa referência!

 

Agora elfos...

Se esta moda de imitar personagens de filmes pega, qualquer dia temos um monte de geeks a andar na rua vestidos de Darth Vader sempre que há um novo filme da saga Star Wars! Ou então com um sabre na mão!

(O quê? Já acontece? Mas querem ver que...)

 

Se esta notícia se tornar popular, um dia enviarão um jornalista a casa desta rapariga, que irá interromper os seus momentos de leitura... E nessa altura, quando o jornalista bater à porta do quarto dela e ela abrir a porta, aposto que sei o que ela vai perguntar!

"Então mas os homens existem mesmo?"

O mesmo que dizem os fãs de Star Trek, mas em relação ao sexo oposto.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: um hobbit sem caracóis.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: MGMT - Time to Pretend


Sábado, 24 de Maio de 2008
A aspirar um mundo.

No mundo do marketing existem vários tipos de abordagem. Existe a abordagem sincera, simpática, simples e honesta. E existe também o inverso, a abordagem de vendedor de aspiradores.

Quantos de nós não se depararam com aquele sorriso de quem é nosso amigo porque está ali a apresentar-nos a inovação no mundo da aspiração?

Aquele sorriso que, na verdade, quer dizer “Epá, compra lá esta porcaria para eu ganhar uns trocos e poder dizer às miúdas da minha terra que sou comercial de vendas!”.

Sim, porque o vendedor de aspiradores diz-se comercial de vendas.

Na verdade, não o é.

Um comercial de vendas, geralmente, não nos aspira o hall de entrada. E isso faz toda a diferença.

O vendedor de aspiradores sabe tudo sobre o mundo da aspiração. E sabe que o nosso aspirador é mau.

Qualquer aspirador que nós tenhamos será pior que aquele que ele tem ali para nos vender.

"Ainda bem que veio, caro vendedor de aspiradores! Estava mesmo a precisar de um aspirador com um mostrador electrónico que avisa quando o saco está cheio!"

Mas com tanta tecnologia de ponta, será que não conseguem inventar um sensor que determina se nós estamos ou não interessados no aspirador?

Se eles, os vendedores de aspiradores, o tivessem, tudo seria mais fácil!

Suponhamos um localizador de pessoas interessadas em aspiradores provenientes do Paraíso. Se os vendedores de aspiradores tivessem um, tudo seria óptimo!

Bastava eles passarem numa rua e ele dir-lhes-ia onde estão os clientes. Facilitava-lhes o trabalho.

Poupava-lhes tempo.

Mas, acima de tudo, eles deixavam de me chatear!

Não me aspirem mais a paciência, pá.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: aspirado? sensação estranha...
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Feist - My Moon MyMan


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
'coisas muito mal escritas, mas bastante recentes

' Sem título.

' E se eu não tivesse tempo...

' O nome "Vigor" pode mesmo...

' O fim das bolachas Maria.

' Se está farto de mulheres...

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' Levante o pé.

' Contem-me uma melhor.

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