Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
"Peixe ferido" é um conceito em vias de extinção.

Era eu ainda criança quando fui pela última vez à pesca. Duas semanas passaram desde então.

E já tenho saudades, confesso. Pescar é como sair num sábado à noite. Todos achamos que temos um isco bem vistoso, mas na verdade o segredo está no anzol.

E pescar, para muitos, chega a ser um desporto. Tal como correr a maratona, mas com a vantagem de não ter a Rosa Mota por perto. (Aquilo devia ser um cheiro a suor que não se podia...)

 

Esta abordagem desportiva da pesca tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos. E a Suíça é só mais um dos países onde a pesca desportiva já se tornou um hábito.

No entanto, em bom nome da natureza, é hábito apanhar o peixe, por mero desporto, e no final da competição soltar os ditos animais na água.

 

Mas este hábito está prestes a acabar… Porque o governo suíço vai deliberar que todo o peixe que for apanhado terá de ser imediatamente morto! Logo, no momento, com um corte de faca na cabeça! (Eu gosto mesmo de vos dar a ligação para a notícia.)

E será que a lei também estipula que, a seguir, o pescador asse o dito peixe e convide o governo suíço para a petiscada?

 

Eu acho esta lei discutível. Qual é o mal de soltar um peixe na água depois de capturado?

Os peixes até agradecem!

Soltar os peixes depois de capturados até deve melhorar a taxa de natalidade piscícola ali na zona!

Porque podem ir ter com as peixes-fêmea contar a sua aventura… A noite deve, concerteza, correr melhor aos peixes que já estiveram no balde do pescador.

 

Por outro lado, a crise alimentar está aí. E obrigar os pescadores a matarem todos os peixes depois de capturados é um bom incentivo à alimentação barata.

E, acima de tudo, saudável!

Querem peixinho melhor que aquele que vem do lago para onde são descarregados os resíduos das zonas industriais circundantes?

É impossível, amigos.

há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: mau pescador.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: LCD Soundsystem - Get Innocuous!


Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Pirâmides de dinheiro não interessam.

Egipto, terra de pirâmides, sarcófagos e cenário de muitos filmes de TVI ao domingo à tarde.

É unânime que o Egipto é um país interessante.

Não obstante, tenho a ideia de que no Egipto a vida é capaz de não ter muita qualidade. Excepção feita ao Cairo, a vida é capaz de ser bem difícil, e o calor não deve ajudar nada.

 

Seria então de esperar que, num país com dificuldades financeiras, o governo lutasse arduamente pela criação de riqueza. (Eu sei que, a ver pelo exemplo luso, a última frase pode não ter sentido.)

Atemorizem-se, caros leitores: no Egipto existem leis a proibirem o enriquecimento das populações mais pobres. Ou, pelo menos, das raparigotas egípcias que cativam o interesse dos magnatas do petróleo da Arábia Saudita.

 

(A notícia, como é óbvio, tinha de ter uma hiperligação neste artigo. Onde estará ela?)

 

Se fosse a lei árabe a proibir o casamento entre magnatas árabes e moçoilas egípcias, tudo bem. Agora… A lei egípcia?

Não percebo, a sério. Será que o Egipto quer enriquecer só à custas dos bilhetes para Guizé?

 

Além de que “o amor não escolhe idades”. Quem é que consegue dizer que o casamento entre uma rapariga de 17 anos e um senhor de 92 é meramente interesseiro?

Bolas, que frieza.

Pode haver amor!

Talvez a moçoila queira o bisavô que nunca teve a usar uma aliança com o seu nome. E depois?

Antes uma aliança com o nome do velhote que um anel a dizer “Boss AC”.

 

Esta notícia é a prova cabal de que, afinal, o dinheiro não traz felicidade. Fosse o senhor um pobretanas qualquer e a lei nem era chamada para o caso.

Como é rico, não se pode casar com a mulher que o ama. Ou que, por amar a sua carteira, o faria feliz nestes anos de vida que lhe restam.

 

Eu acho, sinceramente, que o Egipto devia fazer exactamente o contrário: criar uma escola feminina, onde as cirurgias plásticas abundavam e cujo manual de serviço era o kamasutra.

Para, precisamente, recrutar moçoilas a fim de irem buscar o dinheiro dos magnatas árabes.

 

Escola essa cuja reitora poderia ser Nereida Gallardo.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: entediado no comboio.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Ryan Adams - She Wants to Play Hearts


Terça-feira, 17 de Junho de 2008
E tu, também falas do que não sabes?

Ter dúvidas é talvez das coisas mais humanas que existem.

Vou às aulas de t-shirt ou camisola?

Amanhã haverá alguém a fazer greve?

Como é que se faz uma bomba caseira?

 

Bom, à primeira questão o site do Instituto Português de Meteorologia responde.

À segunda, o site de notícias do SAPO.

E à terceira... Vá lá, todos sabemos a resposta. Nada como comer um bom prato de feijão ao almoço. Haverão bombas a tarde inteira.

 

Mas parece-me lógica esta afirmação: quando temos alguma questão acerca de algo, tentamos sempre informar-nos junto de quem perceba dessa mesma questão.

Assim sendo... Haverá alguém interessado em esclarecer dúvidas sobre sexo junto de um monge celibatário?

Não?

Então para quê um site?

(A notícia, aqui.)

 

Um padre a falar-nos de sexo... Eu acho que tem lógica, a sério.

Se pensarem bem, ter pessoas a falarem de algo com o qual nunca contactaram não é de todo novidade.

Ou será que nunca viram o Rui Santos a falar de futebol na SIC Notícias?

Com uns óculos daqueles, o único desporto que ele deve jogar é o berlinde... Nas traseiras da casa de Cláudio Ramos.

 

Diz o Padre Ksawery Knotz que ter um orgasmo é como ir para o Paraíso.

Então e... Um orgasmo com preservativo, é como querer entrar no Paraíso e ter a porta fechada?

Se assim for, consigo finalmente perceber o celeuma católico em torno do preservativo.

Se não for, tenho de meditar mais um pouquinho até perceber qual o problema moral do látex.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Patético. (Isto interessa?)
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Tiago Bettencourt - O Labirinto (Estava a dar na Radar.)


Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
O futebol é isto.

É sabido que o meu fervor pelo futebol tem vindo a baixar ao longo dos últimos meses.

Não obstante, tenho seguido com algum interesse (fanatismo até) o Campeonato Europeu deste ano.

 

Hoje de manhã, ao aceder ao site oficial da competição, reparo que Frank Leboeuf, campeão do mundo em 1998 ao serviço da França, estava em conversação online com os fãs da modalidade.

Dispensei 10 minutos do meu tempo e dei um pulinho à sala de chat...

 

Até que às 13:11 CET o utilizador KoolDavarianKing pergunta a Leboeuf quem é que ele acha que iria ganhar este Campeonato Europeu de Futebol...

E Frank responde.

 

(A imagem, com melhor definição, aqui.)

 

Bem visto, caro Leboeuf. O Paraguai tem estado muito forte mesmo neste Campeonato Europeu de Futebol. Aquela vitória sobre o Brasil ontem foi muito importante mesmo!

Eu cá aposto na Austrália.

Porque duvido que seja uma equipa europeia a ganhar este Campeonato Europeu.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Europeu? Nem sei...
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Digitalism - Pogo


Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Afinal, não é só a ilha que está perdida.

(Ainda não vejo "Lost". Mas pareceu-me pertinente o trocadilho do título.)

 

Alguns dias passaram desde que li esta notícia na minha homepage do SAPO: o mapa da Via Láctea, afinal, estava errado. (A notícia, cortesia do JN, está aqui.)

Chocado, é como eu estou.

 

Afinal, a Via Láctea só tem dois braços, e não quatro!

Isso faz com que eu perca todo o meu fascínio pela nossa galáxia.

Ter dois braços torna a Via Láctea mais humana.

Qualquer dia chega-nos a notícia de que a Via Láctea tem problemas de trânsito intestinal, pois encontraram uma concentração elevada de gases cósmicos nas redondezas do buraco negro central.

 

Não. Eu não quero uma Via Láctea humana.

Estávamos tão bem com uma Via Láctea de quatro braços, bolas! Para quê esta descoberta?

Então e... Se o mapa estava errado e agora o actualizaram, será que ninguém se perdeu com o mapa anterior?

Anda por aí tão boa gentinha a orientar-se pelas estrelas...

 

Ainda há meio ano a Maya se enganou a prever o meu dia, no matinal da SIC.

Se ao menos o mapa dela tivesse Capricórnio no sítio certo, talvez eu não tivesse feito aquele investimento na bolsa.

Nem metido conversa com aquela miúda que afinal era comprometida e que acabou o diálogo a dar-me um estalo, que tão bem atirou o meu orgulho ao chão.

 

O mapa estava errado, é certo.

Mas, felizmente, ainda não conseguimos andar a passear pelo espaço fora em naves espaciais, com fatos de licra ou sabres à cintura.

Do mal o menos, ninguém se perdeu com base neste mau mapa.

Já Pedro Álvares Cabral não pode dizer o mesmo.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: perdido. Literalmente.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Damien Rice - Cannonball


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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