Quinta-feira, 31 de Julho de 2008
Quanto a caracóis, tudo bem.

Foi notícia há uns dias: a China vai proibir a comercialização de carne de cão durante os Jogos Olímpicos.

É, sem dúvida, uma medida arrojada: Para não ferir a sensibilidade da malta defensora dos direitos dos animais, proibe-se uma tradição.

Fizesse o nosso Governo o mesmo e Barrancos já tinha pedido a independência!

 

Mas a carne de cão...

Qual é o problema, a sério?

Qual a diferença entre um cão e uma vaca?

As vacas são sagradas na Índia e isso não impossibilita que o McDonald's faça hambúrgueres!

Só porque o cão vai buscar a bola de ténis quando nós a arremessamos, isso não quer dizer que não se possa ver na perna de um cão um belo acompanhamento para um pedaço de pão.

 

É, acima de tudo, uma questão de hábito: Nós, ocidentais, não estamos habituados a comer cão, logo condenamos quem o faz.

Mas os orientais também não estão habituados aos direitos humanos. E não me parece que eles nos condenem por isso...

 

No entanto, para os verdadeiros turistas que me lêem, ainda há esperança para a vossa visita à China neste Agosto, onde certamente irão acompanhar as vitórias de Évora, Fernandes e Gomes.

A notícia vem no The Sun, logo é sempre questionável, mas ainda assim...

Vão haver pratos típicos da China disponíveis durante os Jogos Olímpicos!

Coisas como escorpiões fritos, carne de tartaruga ou pénis de leão marinho.

(O link da notícia tinha de aparecer em algum sítio.)

 

E logo aqui alguma coisa de errado se passa: como é possível os chineses arranjarem carne de tartaruga se existem as Tartarugas Ninja a proteger a espécie?

E para proteger os escorpiões, a eterna personagem do Mortal Kombat, Scorpion.

Não, não me convencem...

Tenho para mim que a carne não é de tartaruga mas sim de cão (Afinal, a caça ao cão tem de continuar por estes dias!), e que os escorpiões são apenas uns lagostins magros.

 

Ainda assim, para quem quiser provar, a especialidade da zona, pénis de leão marinho, este prato encontra-se disponível com preços a partir de 250€.

Ao que Paris Hilton terá certamente comentado:

"Pénis marinho, tão caro? Ainda ontem fui visitar um barco da Marinha, onde eles são bem mais batatos..."


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: ensonado.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The Strokes - I Can't Win


Terça-feira, 29 de Julho de 2008
Para ofender Ferreira Leite, chamem-lhe coerente.

O insulto não é, de todo, um acto de fácil execução.

Muitas são as pessoas que querem a todo o custo insultar os outros e acabam na miséria, na pobreza de um "estúpido", na complexidade vazia de um "néscio" ou na simplicidade do "isso é pura demagogia".

 

Porque insultar como deve ser não passa por sair à rua a chamar José Castelo Branco a toda a gente. É algo mais que isso!

Convenhamos: quem apelidar Carlos Castro de Castelo Branco não o está a insultar.

Isso, para Carlos Castro, até pode ser uma espécie de elogio!

 

Ou seja, no momento do insulto, o que interessa é chamar à outra pessoa algo que ela não é.

Um bom exemplo de tentativa de insulto vem nesta bonita história, com origem na cidade de Lugoff, na Carolina do Sul. (Estados Unidos, claro. E o link está aqui.)

 

Bill McGee viu o seu jardim ser vandalizado e, por suspeitar que a culpa de tal acto é de um vizinho, decidiu colocar na rua um sinal, apontado à casa desse vizinho, a dizer "Traficantes de droga, ladrões e vândalos".

Será que resultou? Não. Na verdade, o seu vizinho é um vândalo.

Isto não é um insulto, caro McGee!

 

Mas a ideia é gira: sempre que um vizinho nos fizer mal, apontamos-lhe uma placa a atribuir-lhe adjectivos socialmente condenáveis.

Se todos pensarmos assim, dentro de tempos a Quinta da Fonte estará cheia de sinais assinalando a presença de traficantes de armas e droga, ladrões, vândalos, líderes de gangues e, claro, cantores de hip-hop.

 

Isso não é, de todo, uma ofensa. É apenas a constatação da realidade.

No caso de Bill McGee, seria ofensa se ele apontasse uma placa a dizer "Bom vizinho, a sério".

Até porque estaria cheio de ironia (a arma perfeita no momento do insulto).

Já na Quinta da Fonte, a ofensa passaria por colocar uma qualquer placa que tivesse tudo menos "selva".


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: com bons vizinhos.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Sigur Rós - Festival


Sábado, 26 de Julho de 2008
From "há Dias assim..." on SAPO blogs, it's "Late Night Post with Miguel Dias"!

(Nada como uma referência ao grande no título de um artigo.)

 

Tenho a ligeira impressão que é inédito neste blog: Um late night post.

É verdade, gosto de me deitar a horas.

Mas hoje, com a breca, apeteceu-me iniciar a escrita de um artigo à 1h17min.

 

A noite portuguesa, quando não é num bar com os amigos, não tem piada.

Não há nada de minimamente interessante na televisão portuguesa! (Pelo menos, nos 4 canais...)

Alegrem-se, há solução para tudo.

A minha é não ficar acordado até tão tarde, para não deprimir.

 

No entanto... E os noctívagos?

Sim, aqueles que, por um motivo biológico qualquer, preferem a noite para viverem...

Como fazem eles para sobreviverem num país tão medonho durante a noite?

O Santana Lopes meteu-se na política, mas... E os outros?

 

Ora, eu, como sabem, tenho a mania do serviço público.

Caro noctívago, se encontrou este artigo por acidente (ou talvez por obra e graça do destino), não se descole agora.

Porque o artigo vai começar!

 

Os noctívagos, como é sabido, não gostam da luz solar.

Mas isso não é problema: O Michael Jackson também não se dá bem com a luz do Sol.

E não é por isso que ele vai aos tribunais de vez em quando...

 

No entanto, os verdadeiros noctívagos preferem a luz que Edison inventou.

No fundo (e peço desculpa pela generalização), o verdadeiro noctívago é um zombie.

Alguém muito pálido (afinal, a luz estroboscópica não bronzeia) e com ar sinistro.

Para esses, os zombies, eu descobri finalmente a sua entretenga das noites em que ficam em casa.

Um site de encontros exclusivo para... Zombies.

(Nota: Por uma questão de segurança, não vasculhem muito o site. A homepage do dito site é segura, mas o resto, sinceramente, não quero descobrir. Se alguém for mais além na análise do site e quiser partilhar, use os comentários. A homepage, segura, está aqui.)

 

Se há coisa que os zombies precisam é de um dating site.

Na verdade, faz todo o sentido: é possível juntar betinhas e surfistas, jogadores da bola e mulheres inteligentes, modelos e cientistas.

Mas a um zombie, é impossível juntar alguém.

Conseguem imaginar Marilyn Manson com alguém?

 

Porque os zombies, é sabido, gostam de sangue.

Aliás, segundo o que sei, os zombies doam sangue sempre que vomitam.

Será que os zombies têm problemas com os tipos de sangue que ingerem?

Será que foram eles que inventaram os tipos de sangue?

Não serão os tipos de sangue uma forma de segmentação do mercado?

 

Voltando ao zombie dating site...

O dito site dá-nos os interesses e as coisas que os zombies inscritos não gostam.

HungryBarbara, por exemplo, tem como interesse seguir pessoas magoadas.

E isto pode parecer um interesse macabro, mas não é.

Pensem: Não é isto que as ambulâncias do INEM fazem?

A única diferença é que os médicos do INEM têm bom aspecto...

Mas eu não vou aqui julgar as pessoas pela aparência.

 

No entanto, HungryBarbara não gosta de cocktails molotov.

Portanto, os zombies não gostam de cocktails molotov.

E isto só prova que Hussein, ao contrário do que Bush dizia, era humano...

Ou, pelo menos, não era zombie.

 

Enfim, já é tarde e eu gosto muito de dormir.

E não me quero tornar num zombie, porque nunca fui muito à bola com os The Cranberries.

No entanto, se ainda há quem aprecie o mito dos zombies, deixo só mais um dado:

Diz o site que o zombie LonelyBill gosta de óculos de sol de design.

Logo, a probabilidade de este zombie já ter sugado o sangue de José Castelo Branco (ou uma outra qualquer bicha) é elevada, dado que são elas quem usam óculos de sol de desing.

E agora, ainda respeitam os zombies?

 

P.S.: Vejam agora as horas de publicação do artigo. Isto ainda demora tempo, não?


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: humano, talvez... Ou zombie?
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Rita Redshoes - Your Waltz


Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
O gelado mais delicado de sempre.

Se há coisa que se torna um bem essencial nestes meses de Verão, essa coisa chama-se gelado.

E a julgar pela quantidade de casos de problemas de pele, o gelado assume inclusive maior importância que o protector solar.

 

Eu não dispenso um bom gelado.

Não obstante, reparo na quantidade de sabores picuinhas que têm surgido recentemente.

Longe vão os tempos do clássico Cornetto Morango ou do Calippo Limão.

Não.

2008 é o ano de coisas como Magnum Maya Mystica ou do Cornetto Soft Fruit Sorbet.

 

Para quê tanta picuinhice?

O que interessa num gelado é a característica que lhe dá o nome: estar gelado.

Bem fresquinho, no limite da dor-de-dentes.

Se o chocolate que lhe dá o sabor vem do Equador ou de Java, isso de nada interessa.

 

Se o caro leitor partilha comigo esta opinião acerca da picuinhice em torno dos gelados, parabéns. Será com certeza alguém muito atraente e perspicaz.

Mas não pense que a Olá é a empresa de gelados mais estranha do mundo.

Se pensa isso, leia esta notícia. (Está aqui!)

 

A conceituada marca de gelados "Ben & Jerry's" lançou uma edição limitada de gelados com sabor a "Goodbye Yellow Brickle Road", em homenagem a... Elton John!

A questão impõe-se: haverá algum heterossexual a querer provar um gelado com sabor a Elton John?

Não será este gelado uma substância que induz no mais comum dos mortais a homossexualidade?

 

Bom, muitos fomos os que ouviram a "Candle in the Wind" e nos mantivemos fiéis ao que os livros de biologia nos ensinam no capítulo da reprodução.

Mas... Comer um gelado com sabor a Elton John?

Se esta moda se espalhar, um dia teremos um gelado de sabor a Lili Caneças, onde o único ingrediente existente é o botox, claro.

 

Não obstante, esta ideia de atribuir nomes de celebridades a comidas não é novidade.

Ainda ontem comprei uma sandes de frango.

Se isto não é uma clara referência ao guarda-redes da nossa Selecção, não sei o que será.

 

Resta-nos agora esperar uns meses e teremos também o nosso gelado com sabor a José Cid.

Parecendo que não, os óculos são iguais.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: com fome de calippo limão.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The Strokes - Killing Lies


Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Talvez a Madonna também seja uma fugitiva.

Ao contrário de Toy, eu gosto muito dos controlos que a Brigada de Trânsito faz nas nossas estradas.

Porque, contrariamente ao que Toy pensa, as nossas estradas não são pistas. Por seu turno, o Tiago Monteiro sempre achou que as pistas eram meras estradas… Confuso, não?

O mais curioso é que Tiago Monteiro deverá ter as mesmas capacidades vocais que o Toy.

(Não é muito difícil igualar a voz de um emigrante como o Toy… Basta ter um CD de Tony Carreira no Mercedes e um cachecol do Benfica na traseira.)

Porque não uma troca de lugares?

 

Não obstante, todos nós reagimos de forma diferente quando o senhor agente levanta a mão e nos diz para parar.

Se, por um lado, Elsa Raposo começa a desapertar a camisa, já Luisão ou José Diogo Quintela devem soluçar enquanto procuram o cartão de crédito para pagar a multa por excesso de álcool no sangue.

 

No meio de tantas reacções possíveis, nunca tinha pensado nesta que em hiperligação vos introduzo. (Ei-la aqui, a hiperligação.)

Nos Estados Unidos, na cidade de Buffalo, um senhor tirou as calças e fugiu quando foi intersectado numa operação STOP de rotina.

 

Nunca me mandaram parar na estrada. E, por isso, tenho pensado que tipo de reacção devo ter quando isso acontecer. Mas esta não me parece uma boa solução.

Só pode haver um lado positivo nisto. Pensem comigo: Se os fiscais de trânsito me mandam parar, é possível que eu tenha feito algo fora da lei. Logo, estou tramado! Ao fugir sem calças, darei a ideia aos polícias de que eu sou um doido varrido, certamente com problemas mentais.

E ao doente mental não se passam multas, coitado… Já lhe basta ver as Tardes da Júlia

 

Diz a notícia que os agentes da brigada de trânsito ficaram ainda mais petrificados pelo facto de o senhor apenas ter cometido umas contra-ordenações leves.

Permitam-me discordar: Eu acho que isto não é verdadeiro. Porque se assim fosse, o senhor não fugia.

O que eu acho é que o senhor cometeu algo de gravíssimo, e ele sabe disso. E sabe que vai para a prisão por causa disso.

Ora, indo para a prisão, convém habituar-se a andar de calças para baixo entre homens…

Talvez aquilo a que nós chamamos “fuga” seja só um “treino” para o que ele vai passar na prisão.
 
Querem encontrá-lo mesmo? Vão às casas-de-banho com duche mais próximas.
Ele deverá estar lá a preparar-se para a apanha do sabonete.

há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: um foragido.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Amy Winehouse - Just Friends


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
'coisas muito mal escritas, mas bastante recentes

' Sem título.

' E se eu não tivesse tempo...

' O nome "Vigor" pode mesmo...

' O fim das bolachas Maria.

' Se está farto de mulheres...

' Adorar vacas pode, afinal...

' Eles não gostam de nós.

' Não leia isto para bebés.

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' Contem-me uma melhor.

' Alto e pára o baile!

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