Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008
Este blog é mais velho que o YouTube.

29 de Dezembro sempre foi um dia memorável.

Foi neste dia que abriu o primeiro YMCA nos Estados Unidos da América, em 1851.

Já em 1911, a Mongólia tornou-se independente neste belo dia.

Também neste dia, em 1939, efectuou-se o primeiro vôo do avião B-24.

Em 1987, cinco dias depois do meu nascimento, foi colocado à venda nos EUA o Prozac.

(Coincidência?)

E em 1989, Václav Havel foi eleito presidente da Checoslováquia.

 

Até que, em 2004, este dia viveu um dos seus mais tenebrosos eventos: a génese deste blog.

Coitadinho do dia...

 

Já lá vão quatro anos.

Há que fazer os agradecimentos aos leitores.

Obrigado por nem sempre carregarem na cruzinha do canto quando se apercebem que não era bem este blog que queriam visitar.

Obrigado por não saberem usar o Google, pensando também que no meu blog encontrarão informação útil ao procurarem por coisas como "tratamento de fezes de cachorro", "Anel do amor do Velho das PIRAMIDES" ou ainda "COMO FAZER UM FOLHETO DE FRESCOS".

(Fonte: Sitemeter, hoje mesmo.)

E obrigado por, mesmo nutrindo a vontade de me atingirem com um taco de baseball no meio do meu occipital, conseguirem conter a vossa ânsia.

 

Prometo-vos que no dia em que este blog for mesmo bom eu acabo com ele.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Sem necessidade de Prozac.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Joshua Radin - I'd Rather Be With You


Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
Cozido à portuguesa - Uma energia alternativa.

É certo que ao pé do Mário Soares, o presente blog é uma criança.

Não obstante, posso dizer que este já tem alguma história.

E ao longo de uma catrefada de artigos tenho vindo, insistentemente, enaltecendo o meu fascínio pela raça humana.

 

Zézé Camarinha à parte, a verdade é que todos nós fazemos coisas prodigiosas com o nosso corpo.

O Cristiano Ronaldo faz magia com os pés. - "Onde raio está a bola?"

A Shakira faz magia com as ancas. - "Como raio faz ela aquilo?"

E os administradores do Banco Privado Português fazem magia com as mãos. - "Onde raio está o nosso dinheiro?"

Somos fascinantes, não somos?

 

Podemos não conseguir lamber o nosso próprio cotovelo, mas conseguimos coisas prodigiosas.

No entanto, longe vão os tempos em que, a braços, escravos remavam os trirremes romanos.

Hoje basta encostar o pé ao pedal do nosso automóvel e lá vamos nós, a caminho de mais um dia de trabalho.

Só é pena que isso consuma combustíveis fósseis.

Surge então a novidade! Mais uma capacidade incrível que o nosso corpo têm!

(A notícia é capaz de estar neste link.)

 

Em Beverly Hills, nos Estados Unidos da América, o doutor Craig Alan Bittner colocou o seu carro desportivo a consumir gordura humana, aproveitando assim os resíduos da sua clínica de estética.

Finalmente, uma ideia decente!

Obesos mórbidos, se me lêem, não se ofendam comigo: façam uma ligação directa entre a vossa (reparem na simpatia deste diminutivo) barriguinha e um camião TIR, vão dar umas voltinhas pela Europa e daqui a duas semanas estão feitos uns modelos!

É uma clara situação de win-win: Não se consome petróleo e acaba-se com o problema da obesidade.

 

Assim começo a perceber o sentido do McDrive.

"Eu queria um McCheese e uma Cola, se faz favor."

"Olhe que isso só dá para 45 km, e o próximo McDonalds é só daqui a 60 km."

"Tem razão, tem razão. Dê-me mais duas tartes de maçã em EuroPoupança."

 

Esta notícia, no entanto, deixa-me levemente discriminado.

Eu, que não tenho tecido adiposo nenhum, vou ter de continuar a consumir gasolina.

E essas Valentinas Torres (nome aleatório, claro) podem passear de automóvel à vontade, para além de terem agora um motivo válido para não ficarem embaraçadas no talho quando compram 10 kg de carne para uma refeição a dois.

 

Basta de discriminação com os magros.

No próximo ano, para que eu me sinta bem, exigirei do Modelo e Continente uma Popota magra.

Dos Gossip, uma vocalista magra.

E do Fernando Mendes, uma montra final boa, mas sem os caramelos, para não engordar.

(O quê? Pensavam que eu me ia referir à barriga do Fernando Mendes? Não, não. Para humor previsível, não visitem este blog.)

 

O nosso corpo é realmente fascinante.

Qualquer dia os impactos das quedas do Nélson Évora alimentarão computadores.

E os dentes do Paulo Portas serão os reflectores da A1.

Os olhos da Olivia Wilde serão utilizados na Via Verde.

E o cérebro do José Castelo Branco... Bom, esse nunca servirá para nada.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: sem combustível para o carro.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Franz Ferdinand - Ulysses


Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
"Tudo o que faz 'PUM!' é perigoso." (Podia ser um provérbio chinês, não podia?)

Se for dia, esqueçam este artigo. Voltem mais tarde.

Agora, que já é noite para todos os que me lêem, eis o procedimento:

Desliguem as luzes.

Desliguem o vosso monitor.

Mas façam-no apenas se, com ele desligado, conseguirem continuar a leitura deste artigo.

Olhem pela janela.

(Se por acaso tratarem as vossas vizinhas por “tias”, tirem primeiro o cabelo da frente dos olhos.)
 

Já repararam que é Natal?

Pais Natal a subirem as varandas portuguesas, “All I Want For Christmas Is You”, de Mariah Carey, no Centro Comercial.

É tempo de festejar, mesmo com o Benfica fora da Taça UEFA.

Filhoses, bacalhau e, para gáudio do Presidente de todos nós, bolo rei.

 

Mas sem dúvida que o que salta mais à vista é aquilo que vocês podem agora ver pela vossa janela: iluminações de Natal.

E surgem das mais diversas formas: Na Avenida da Liberdade, tal como junto à Estação de Comboios do Entroncamento, a folhagem das árvores parece ter ganho capacidade de iluminação.

Em Vila de Rei, por seu turno, o Natal é mais genuíno, mais puro: A própria iluminação urbana emana espírito natalício.

Na mesma rua, luzes laranjas e luzes azuis.

Surgisse esta folia cromática noutra altura do ano e o Natal não me serviria agora para esconder a falta de primor da malta responsável pela iluminação do espaço público.

 

Haverá certamente quem esta época viva com mais entusiasmo que eu.

E haverá, aposto, quem até no Natal, uma semana antes da passagem de ano, festeje a data com fogo-de-artifício.

(Se calhar não há ninguém que o faça, mas posso partir desse princípio para introduzir aqui a meio esta notícia? Posso. Afinal, neste blog, o Hugo Chávez sou eu.)

No entanto, amigos, cuidado com o fogo-de-artifício, pois segundo a notícia que em epígrafe vos apresentei, um terço do material pirotécnico, na Alemanha, é perigoso.
 

(Quero neste parêntesis deixar claro que eu sei perfeitamente que a última frase é parca em correcção. Não só por esta implicar que dois terços do fogo-de-artifício são seguros como também pelo facto de esta equiparar a realidade alemã com a realidade portuguesa. Todos nós sabemos que o fogo-de-artifício disponível no mercado português é bem melhor, visto que as más fábricas em Portugal, regra geral, vão rebentando. Literalmente.)

 

Novidade grande, não é?

Existem estes explosivos que sobem pela atmosfera, rebentam e depois caem uns pedaços de material incandescente, fazendo lembrar pequenas luzes.

Pois… Afinal são perigosos.

 

O que raio se passa na Alemanha?

Isto é o que dá ter uma mulher no poder.

Ai, eu agora quero que o fogo-de-artifício no nosso país seja seguro…

Não, cara Merkel, isso não tem sentido.

O fogo-de-artifício amador é cativante por envolver a possibilidade de ficarmos sem um braço.

A possibilidade de, logo no início do ano, perder um membro, passando as primeiras semanas do novo ano numa cama de hospital, só pode atrair mais pessoas ao mundo da pirotecnia amadora.

 

Venham, amigos, vamos ver o fogo-de-artifício que os vizinhos vão mandar!

E depois vão-lhes meter as passas de uva para a boca, visto que os braços podem já não se encontrar devidamente ligados ao seu tórax.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Em época natalícia.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: St. Vincent - Now Now


Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Ao contrário do frango, este voa. (Calma, Quim, não é contigo.)

Chamem-me doido, lunático, ébrio, estouvado, bloquista... O que quiserem.

Mesmo estando à espera de todos esses adjectivos, eu escrevo a próxima notícia:

Não há crise nenhuma em Portugal.

Fosse eu Ministro da Economia e podia dizer este tipo de frases estupendas sem me justificar.

Assim sendo, não posso acabar já este artigo.

 

A minha definição de crise pressupõe que uma comunidade (ou a sociedade em geral) se encontre numa situação desfavorável para a qual nada fez para acontecer, sendo assim vítima de causas alheias.

Perdoem-me a fantasia, mas vou arriscar uma comparação:

Suponhamos que o futuro económico do país dependia da inteligência de uma pessoa sorteada totalmente ao acaso, numa tômbola gigante na qual dez milhões de papéis se inserem, cada um com o nome de um português.

Nesta situação, completamente disparatada, crise seria se o nome sorteado fosse José Castelo Branco.

 

Desta forma, o PSD não está em crise, pois foi o partido que elegeu a Manuela Ferreira Leite.

Amy Winehouse nunca passou por crise alguma, pois a decisão de beber whisky foi dela, aos 4 anos.

E Portugal não está em crise pois foi a própria cultura portuguesa que inseriu o bacalhau na gastronomia nacional.

 

O bacalhau, amigos, é o culpado desta situação desfarovável da nossa existência, a qual me recuso, neste artigo, a chamar "crise".

O bacalhau é pescado na Noruega e comido em Portugal.

Quem é que paga a viagem do bacalhau até Portugal? Nós, pois claro.

 

A meu ver, a solução para esta situação desfavorável da nossa existência passa pela alteração da tradição da consoada.

Tornemo-nos americanos, mas sem ganhar aquela coisa bem americana chamada estupidez: Vamos começar a comer carne de ave na consoada!

Eis a minha sugestão para a consoada portuguesa neste ano: carne de pombo.

 

"E porquê pombo, caro ser humano estupendo chamado Miguel?", pensarão vocês.

A razão esconde-se na ligação do próximo parêntesis deste artigo.

(Esta ligação.)

 

A proposta é do Times Online e é dirigida para os norte-americanos:

Porque não substituirem o seu típico perú na consoada por pombo?

Sem dúvida, uma ideia inovadora, que a julgar pela quantidade de pombos que em Portugal existem, podia ter muito sucesso neste cantinho do sudoeste europeu.

E seria a melhor resposta que a raça humana podia ter perante uma ave que insiste em lançar dejectos sobre si: comê-la.

 

Quanto à ideia norte-americana, se esta tiver sucesso daquele lado do Atlântico, imagino cargueiros de pombos a partirem do futuro Porto de Alcântara, com destino a New York.

E Portugal passaria a ser a Noruega dos Estados Unidos.

O que pode parecer um bocado confuso para nós, mas os americanos iriam concordar comigo, dada a sua indiferença perante os livros de geografia.

 

Em suma, caros leitores, bem como os restantes 9 999 998 portugueses, não me voltem a falar de uma suposta crise.

Pelo menos enquanto não comerem pombo na vossa consoada.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: pouco afim de bacalhau.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Los Campesinos! - You! Me! Dancing!


Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008
Portugal Guide III

Dizem os guias turísticos banais que os portugueses são pessoas que convivem a todo o momento com o sofrimento.

Fado pr'aqui, saudade pr'ali, a aparente verdade diz-nos que nós somos uns valentes apáticos, em quem os músculos faciais que proporcionam o sorriso são desnecessários.

Talvez seja uma mania muito minha, mas eu não concordo com tão leviana análise.

Na verdade, nós somos bem humorados.

O que existe é humoristas (ou pessoas que pensam que fazem os outros rir) sem piada.

Mas não é do Serafim, o contador de histórias, que eu vos quero falar hoje.

(Nem tão pouco vos quero apresentar a minha biografia.)

 

Some say portuguese people are very sad.

To get your own opinion about it, I can give you a few tips:

- Get into a "Casa de Fados", in Lisbon, and check the melancholic way of expressing feelings through a couple guitars and a drunken voice;

- Pay atention to the facial expressions on old ladies, always dressed in black;

- Give a portuguese a newspaper about national politics and see how he reacts.

It may look like we are really sad, but trust me: we aren't that sad.

 

No entanto, hoje apresento um facto muito curioso acerca deste lusitano povo do sudoeste europeu:

Porque é que os portugueses não sabem respeitar uma piada restrita?

(Eu prefiro dizer "private joke", mas a parte em inglês deste artigo está escrita a azul...)

É impressão minha ou em Portugal, uma piada restrita é algo quase tão raro quanto um jogador futebol que não reclama com o árbitro?

 

Portuguese people are very funny, on their own way.

How's their way?

(Should I say "our way"?)

I don't really know... I'm not sure about it.

But lately I've been noticing something that might be helpfull for every tourists around:

Portuguese people don't deal very well with private jokes.

In comedy, like in Big Brother, portuguese people don't know what's privacy.

 

O que faz com que os portugueses não lidem bem com esta forma de humor?

Será desconfiança ou a real sensação de têm muito por onde serem gozados?

Procurem a explicação, caros leitores.

A verdade é que os portugueses, quando em contacto com uma piada restrita, procuram fazer o mesmo que o Governo fez ao BPN: Nacionalizá-la.

 

You see that amazing joke that your friend had done but it's only between you and him?

That joke that has some conceits only you and your friend can understand?

That observation that no other in the room except you and your friend will understand?

With portuguese people, you have to tell it.

And explain why is it funny.

They won't get the joke, for sure.

So, they'll tell you there's no fun on it.

What was once an awesome joke is now a "are-you-crazy-?-idea".

 

Eu percebo que criar piadas restritas possa não ser fácil.

Com um Governo tão divertido como o nosso, e Sindicatos ainda mais bem humorados, é difícil fazer piadas que não os envolvam.

Não obstante, seria bom o português respeitar a piada restrita do outro.

Aquela piada que deixa duas pessoas a rir durante a palestra inteira, incitando o olhar desconfiado dos que nas redondezas se encontram e a uma repreensão por parte do orador.

Basta de perseguição à piada restrita.

Vamos criar um movimento de apoio à piada restrita?

Vamos pois!

Se até existem movimentos (um tal PSD) a apoiar a Manuela Ferreira Leite...

(Nota: Manuela Ferreira Leite deverá gostar imenso de piadas restritas, na medida que estas, sob um certo ponto de vista, são muito pouco democráticas. 6 meses de piadas restritas, o que acham?)

 

So, if you're around Algarve, drinking some beer on a beautiful esplanade and talking with friends, please don't laugh.

'Cause if you do, someone with a moustache will ask you "Queres que te espalhe o bronzeador nas costas?", and you'll have to explain to him your jokes.

Then, if you're nice enough, he will tell you his jokes.

And maybe you'll regret that for the last of your days.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Um guia turístico.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The Killers - Human


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
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