Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
Quando o tempo escasseia. (II)

 

Tenho para mim que a morte é apenas um agricultor gótico a caminho da lavoura.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Ocupado.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Foals - Cassius


Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Quando o tempo escasseia. (I)

 

Acho que, por questões de coerência, o CD da Ana Free devia ser à borla.

 

(Piada fácil ao nome da moçoila? Claro que não, que neste estaminé não se fazem piadas fáceis. O CD é não tem qualidade nenhuma.)


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Ocupado.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Animal Collective - Lion in a Coma


Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
Aprende roubando para a aprender.

O ensino, tal como tudo à excepção do comunismo, evolui.

Para tristeza do PNR, longe vão os tempos em que os livros nem cores tinham, e cada aluno tinha à sua frente um pedaço de ardósia no qual resolvia os problemas que o Sr. Professor, com a régua de madeira na mão, ditava.

(Repararam como eu, com uma só ideia, consegui criticar tanto a esquerda como a direita da política em geral? Bolas, está-me no goto.)

 

Hoje os desafios são diferentes. Afinal, dividir 764 por 38 já não é difícil, desde que a calculadora tenha pilhas.

Desenhar um ângulo de 32,46º com precisão é bastante fácil, desde que o AutoCAD não deixe de responder e a impressora tenha tinta.

Ter raquetes para jogar ping-pong deixou de ser complicado, dada a existência do Magalhães.

E chegar a horas às aulas não é de todo uma missão impossível, desde que as ruas tenham carros para os alunos roubarem.

 

"O que é que estás pr'aí a dizer, Dias?"

Sim, é verdade. A notícia está no próximo parêntesis. (Este.)

Dois jovens de 15 e 16 anos, de Woonsocket, Rhode Island, nos Estados Unidos da América, roubaram um carro para poderem chegar a horas à escola.

 

Amigos, um prémio para esta malta!

São meninos tão aplicados que até desafiam o Código Civil para chegar a tempo de aprender o Ciclo de Krebs.

Eu próprio não o faria, e olhem que sou bem menino da mamã para ir às aulas todas. (Quase todas, vá...)

 

Roubar um carro para usá-lo num assalto a um banco é coerência pura.

Já roubar um carro para ir às aulas é, a meu ver, ter dois empregos.

Eu propunha a estes jovens o estatuto de "trabalhador-estudante".

E isto porque não existe o estatuto de "ladrão-estudante", para tristeza da malta de Chelas.

 

O estatuto de "ladrão-estudante" é, a meu ver, essencial.

Vamos supor, por exemplo, que um eventual político amanhã decide ser verdadeiramente Engenheiro.

Dar-se-á ao senhor o estatuto de "trabalhador-estudante"?

Não, claro que não. Esse estatuto só deve receber quem estuda e (palavra mágica) trabalha.

Vamos em frente com o estatuto "ladrão-estudante"!

 

Por outro lado, roubar um carro para chegar a horas a algum sítio parece-me ser algo impossível de acontecer em Portugal.

Porque o português gosta é de chegar atrasado.

Aliás, o comum português até poderá pedir a alguém que lhe roube o carro para, ao chegar 3 horas depois do combinado ao escritório, poder usar a desculpa "Epá, roubaram-me o carro".

 

Ainda assim, é uma pena isto não acontecer por cá.

Se isto tivesse acontecido na Escola Secundária Carolina Michaelis, hoje tínhamos um vídeo no YouTube com uma adolescente cheia de estrogénio e com tão pouco tino a gritar a um polícia dentro da sala:

"Dá-me as chaves do carro já!"


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: como quem vai a pé pr'ás aulas
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Franz Ferdinand - Turn It On


Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009
Comam pipocas enquanto lêem isto.

Após uma fatigante semana, de trabalho árduo (ou então não, no caso dos funcionários públicos), o que é que sabe mesmo bem?

Aposto que entre quem me lê surgirão as mais diversas respostas…

E se cada um tiver uma resposta diferente, só com esta brincadeira já temos três opções distintas.

 

Ao fim-de-semana, uns procuram diversão, outros descanso, e outros, os benfiquistas, a angústia.

Mas haverá, com certeza, quem ao fim-de-semana goste de ir ao cinema.

O cinema, bem vistas as coisas, é algo que responde às necessidades de todos nós: Os mais alternativos podem ver os filmes do Cinema King; os mais parvos podem ver os filmes do Rob Schneider.

 

Aliás, arrisco a generalizar isto a todos nós: caros leitores, não há nada como um bom filme ao fim-de-semana, acompanhado por um balde de pipocas, pois não?

Calma. Pipocas? Quem é que terá tido a brilhante ideia de comer pipocas no cinema?

Aposto que foi um português, quando lhe pediram para ver um filme do Manoel de Oliveira.

 

As pipocas de cinema. Tão pequenas, tão quentes, tão ternamente dispostas de forma aleatória num balde de papel.

Na verdade, o mercado das pipocas no cinema tem evoluído pouco desde a sua génese.

Afinal, o que é que falta adicionar a uma pipoca que já é estaladiça e bem docinha?

A minha resposta: Nada.

A resposta de Cary Silverman, de Kansas City (EUA): Álcool.

(A notícia, se eu ainda estiver sóbrio, encontra-se nesta estonteante palavra.)
 
Sim, caros leitores, houve alguém neste mundo, com demasiado tempo livre, que inventou pipocas com álcool, que podem embriagar o comum dos mortais.

Aparentemente, uma pipoca com álcool está para a pipoca normal como o Mon Chéri está para o bombom de chocolate normal.

No entanto, no caso do Mon Chéri, a adição de licor de cereja dá ao conjunto final um requinte que só Ambrósio ainda não descobriu.
 

 

Já a pipoca com álcool parece-me relativamente parva.

No entanto, reconheço-lhe utilidade: Com pipocas destas, os filmes do Steven Seagal podiam parecer interessantes ao público em geral.

 

Eu digo mais: Com pipocas destas, até o Joaquim de Almeida ganhava um Óscar!

(Ok, se calhar exagerei...)


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: OK.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Franz Ferdinand - Better In Hoboken


Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009
Não me tirem o computador por causa deste blog.

Nunca encontrei frases relativas a mim em casas-de-banho públicas.

É uma pena, de facto.

Há quatro anos a escrever neste espaço e nem uma "hate sentence" em minha honra, em frente a uma cloaca.

 

A verdade é que isso incomoda qualquer pessoa.

A mim não me incomodaria, na medida em que a existência dessas frases significaria que alguém lia o que eu escrevo.

Mas ao comum dos cidadãos, obviamente mais normais que eu, ter frases depreceativas acerca da sua pessoa em casas-de-banho públicas é coisa que chega a chatear.

 

Desta feita, em Sevenoaks, no Reino Unido, um senhor de 49 anos, de nome David Jell, foi denunciado e julgado por ter escrito frases obscenas acerca de mulheres com quem contactava esporadicamente.

(A notícia é do telegraph.co.uk e está aqui.)

O que é que este senhor terá merecido como sentença perante o crime de difamação:

Pena de prisão?

Pena suspensa?

Pagamento de indemnizações às mulheres lesadas?

Não, isso seria idiota.

Qual a solução inteligente?

Simples: Proibição da posse de canetas de feltro, bem como de pintar o que quer que seja em locais públicos e ainda de proferir comentários rudes ou atribuir alcunhas a pessoas, em público.

 

Sem dúvida, fez-se justiça.

É desta filosofia que a nossa justiça precisa.

Se em Portugal as coisas funcionassem assim, Fátima Felgueiras já não poderia comprar sacos com a cor do céu, Pinto da Costa já não podia fazer telefonemas e Valentim Loureiro já não podia ir ao Media Market.

 

Não é óbvio que este senhor não foi devidamente castigado pelos seus actos?

Castigo seria se a sentença o obrigasse a ir sempre a casas-de-banho públicas quando necessitasse de satisfazer as suas necessidades básicas.

E, adicionalmente, todas as pessoas lesadas tinham o direito de escrever sobre o senhor nas casas-de-banho públicas.

Algo como:

"When David Jell doesn't want to feel pain, he uses another Jell. Named Vaseline."

"If you came here to fart and you're afraid the guy outside will hear you, please be cool. David Jell smells worse than your bomb!"

Ou ainda:

"David was born in this place, when Golias used it in the early 60's."

 

Isto sim, seria justiça.

Pensa nisto, Marinho Pinho.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: a ouvir música do mês passado.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The Decemberists - O Valencia!


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
'coisas muito mal escritas, mas bastante recentes

' Sem título.

' E se eu não tivesse tempo...

' O nome "Vigor" pode mesmo...

' O fim das bolachas Maria.

' Se está farto de mulheres...

' Adorar vacas pode, afinal...

' Eles não gostam de nós.

' Não leia isto para bebés.

' Levante o pé.

' Contem-me uma melhor.

' Alto e pára o baile!

' Um casamento garante-te n...

' Já que a Bolsa não dá nad...

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'porque um blog com um arquivo é sempre uma coisa muito gira
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