Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
"Olha, queres uma pastilha?"

Porque raio existe o Dia Europeu para a Segurança em Passagens de Nível?

Seria respeitar o código deontológico deste blog se a pergunta anterior fosse retórica.

E eu, do alto do púlpito do conhecimento, explicar-vos-ia o porquê do Dia Europeu para a Segurança em Passagens de Nível.

 

Pastilhas elásticas.

Todos nós recorremos a elas.

Porque alivia o stress, porque comemos comida com alho ao almoço ou então porque temos o 10 nas costas e jogamos no Benfica.

Sem dúvida, uma das melhores invenções da Humanidade, a seguir ao copo com pé.

 

Na minha vida, tudo começou com as pastilhas Gorila.

Grandes e com a consistência ideal para a produção de balões, as Gorila marcaram uma geração, e merecem neste artigo a sua devida homenagem.

Está feita.

 

E se é factual que já todos reparámos que a variedade de sabores de pastilha elástica é enorme – Lembram-se do simples mentol? O que dizem então do sofisticadíssimo Blue Dream Mint? -, eu lanço outra questão:

Já repararam como as embalagens de pastilha elástica evoluíram? E o próprio formato das pastilhas?

 

Eu sou do tempo das Chiclets.

Numa simples caixa de papel, elas lá se acomodavam, lado a lado, segundo uma organização quase bibliotecária.

E a caixa funcionava.

Era toda de papel e, findada a degustação de todas as drageias, punha-se no papelão.

 

Não obstante, num qualquer momento da história, as pastilhas em drageia deixaram de ser cool.

Surgia a era da pastilha elástica pré-mastigada.

Alguém se lembra daquelas Trident que vinham assim moles e em formato rectangular, embrulhadas num papelinho?

Confesso que, por vezes, cheguei a tentar pendurar os quadros lá em casa com essas pastilhas.

Só depois descobria onde tinha, de facto, guardado o Bostik.

 

Sem dúvida, esta era a fórmula certa para a pastilha elástica.

Mas a sociedade vai mudando, e o mercado não pode parar.

Voltavam as drageias, mas em embalagens que as isolavam individualmente do ar exterior.

Essa foi, sem dúvida, a fase da minha vida em que mais me senti vilarregense.

Porque sempre que tirava uma pastilha da embalagem sentia-me um idoso de 80 anos a tomar o comprimido para o reumático.

 

Pelo meio surgiam também as primeiras Max Air, em formato drageia e numa embalagem comprida de 14 pastilhas.

Sem dúvida, um marco na história do ardor a mentol na boca.

Tens marijuana?

Não. Mas tenho Max Air e água para beber após ter trincado três vezes a pastilha. Queres?

Uuuuui! Eu não tenho pedalada para isso!

 

E hoje, a hegemonia é das Trident Senses, no formato pré-mastigado que as Trident já nos tinham apresentado.

Mas a embalagem destas Senses encerra em si muita magia.

Sempre que retiro da embalagem uma pastilha sinto que estou a tirar um fósforo daquelas embalagens de fósforos do tempo do outro ditador.

Sinto-me um viciado, mas não em tabaco.

 

Felizmente, o mercado de hoje já serve todos os gostos.

Porque a drageia é sempre uma boa aposta, continuam a haver as Trident em drageia, nas embalagens mais variadas.

Desde o pequeno cilindro, que faz de cada um de nós, ao retirar uma pastilha, um pequeno Greg House, até às embalagens cilíndricas, que em muito confundiriam o mais incauto treinador de Pokémons.

 

Escolho-te a ti Charizard!

 

 

Ora bolas, enganhei-me na bola. Deixa-me apanhar esta porra e já fazemos o combate, pode ser? Olha, queres uma pastilha?


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: viciado em pastilhas.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The Hives - Walk, Idiot, Walk


Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Uma Sueca em vez de Solitaire.

Lembro-me de, em petiz, achar que a globalização era a indústria que fazia aqueles globos das aulas de Geografia.

Tão redondinhos, com os países às cores e os oceanos no sítio.

Aposto que a ilha de Mykonos estava pintada de cor-de-rosa.

E o professor de História lá o usava também, para nos mostrar por onde andaram os nossos navegadores do século XV.

 

A meu ver, os portugueses são relativamente bons em Geografia porque tiveram na sua história malta muito viajada.

Ao contrário dos Estados Unidos, nós podemos olhar para o pequeno globo e dizer que, em 1487 já havia um Dias na Namíbia.

O mais semelhante que os EUA podiam fazer era, nas aulas de Geografia, apontar no mappa mundi a origem dos namorados da Paris Hilton.

Assim qualquer pequenito do Arkansas saberia tudo sobre o mundo.

Excepto Beja.

Não parece, olhando para o CR7, mas a Paris tem requisitos mínimos.

 

Viria a Coca-Cola, a Microsoft e até a própria Paris Hilton mostrarem-me o verdadeiro significado da palavra “globalização”.

Por todo o mundo a bebida é a mesma, o programa televisivo é o mesmo e o automóvel também.

Onde está a identidade nacional? Alguém a viu?

Todos nós vemos as mesmas notícias, todos sofremos da mesma gripe, todos jogamos o mesmo videojogo na PS2.

 

Haverá benefícios, certamente, mas os factores prejudiciais também abundam.

E é por esses que o governo de Gordon Brown decidiu fomentar o espírito nacionalista.

Virá aí uma cadeia de fast food que venda fish and chips?

Ou será obrigatório por lei ignorar os preços baixos dos chapéus de chuva chineses?

Não, nada disso.

Para patrocinar o espírito nacionalista, toca a fazer jogos de computador com espírito britânico.

 

(Sigam a hiperligação se quiserem ler a notícia.)

 

Se há coisa que mina a cultura de um país, é sem dúvida jogar GTA IV.

A não ser, claro, que se nasça em Chelas.

Aí, O GTA IV é conhecido como “Escola Primária”.

 

Parece-me bem, pois claro, que se apoie a criação de videojogos com conteúdo nacional.

E em Portugal esta ideia teria pernas para andar.

Os jogos de estratégia podiam ser baseados no Império Português de D João V.

Os jogos de corridas podiam passar-se todos na Ponte Vasco da Gama.

E os de gestão hospitalar tinham sempre problemas de compatibilidade, correndo devagar em qualquer plataforma.

 

Vamos a isso, pois claro!

Toca a pegar na ideia dos ingleses e adoptá-la em Portugal!

Queremos os Magalhães todos com “A Idade de D. João V” pré-instalado.

 

Só é pena que, segundo esta ideia, não possamos ter o videjogo “África do Sul 2010 – Campeonato Mundial de Futebol”.

Paciência.

Jogamos antes a versão portuguesa do videojogo “Mafia”: o pomposo “Superliga Sagres”.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Com saudades disto.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Regina Spektor - Machine


Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
É tudo uma questão de tempo.

É só para confirmar que este blog ainda não acabou.

O tempo é que não abunda por aqui.

 

Entretanto, há uma semana isto fazia parte do monólogo do grande O'Brien:

"The family of a Michigan woman brought her to a MacDonald's to celebrate her 100th birthday. It was basically the family way to say 'Grandma, you've lived long enough.'"

 

E ainda:

'Paris Hilton is denying rumors that she striped naked at a Las Vegas party and then danced for a group of wealthy business men. Paris said: 'They weren't business men, they we're plumbers.'"

E agora pensem: Se nem tempo tenho para ver o Tonight Show with Conan O'Brien à medida que vai dando, quanto mais para escrever aqui...

 

Mas eu hei-de voltar.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: atarefado.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Foals - Red Socks Pugie


Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Caros Leitores

 

Não vos percebo, a sério.

Hoje está uma noite tão gira, bem quentinha lá por fora, e vocês estão a ler isto?

Tinha-vos em melhor conta.

 

É factual que não tenho escrito ultimamente, mas tempo livre é coisa que não abunda por estes lados.

Assim, aconselho-vos a, nos próximos tempos, abandonarem este blog, escrito pelo maior amador da história.

Por outro lado, quem é que raio lê coisas tão mal escritas e que só anseiam por ter piada quando, na verdade, quem a possui de raiz regressa hoje à noite à grelha da NBC?

 

 

A cadeira já lá está à espera dele.

 

Se puderem, vejam o regresso de Conan O'Brien.

E eu ficarei a rezar para que, nos próximos dias, arranje um tempinho para o ver também.


enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The National - So Far Around The Bend


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
'coisas muito mal escritas, mas bastante recentes

' Sem título.

' E se eu não tivesse tempo...

' O nome "Vigor" pode mesmo...

' O fim das bolachas Maria.

' Se está farto de mulheres...

' Adorar vacas pode, afinal...

' Eles não gostam de nós.

' Não leia isto para bebés.

' Levante o pé.

' Contem-me uma melhor.

' Alto e pára o baile!

' Um casamento garante-te n...

' Já que a Bolsa não dá nad...

' Um dia não me lembrarei d...

' "Olha, queres uma pastilh...

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' Isto desconcentra os deus...

' Vai um copo?

'porque um blog com um arquivo é sempre uma coisa muito gira
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