Quarta-feira, 2 de Abril de 2008
Se quer passar despercebido, acelere.

Programas televisivos sobre a realidade não são coisa nova.

Não falo de realidades obscuras, como as que são retratadas no Jornal Nacional da TVI, nem tão pouco em realidades inúteis, como as abordadas na rubrica "Tertúlia Cor-de-Rosa", na SIC.

Não.

Falo da realidade mesmo! Documentários sobre a vida animal, por exemplo.

 

No entanto, fazer televisão com base na realidade pode ser um exercício muito instável.

Porque a realidade nem sempre tem coisas giras para nos mostrar! Ás vezes a única coisa que se passa lá fora é a Lili Caneças a sorrir. E isso, como sabemos, não é giro.

 

No entanto, há canais televisivos que apostam forte na realidade.

Nos Estados Unidos, por exemplo, existem canais televisivos que têm permanentemente no ar helicópteros, prontos a reportar problemas de trânsito ou perseguições.

Eu nunca estive nos Estados Unidos. Mas gosto de me sentar a pensar: deve ser muito interessante ver uma perseguição policial na televisão!

E ao mesmo tempo imaginar como tudo seria mais fácil se houvesse um Chuck Norris em cada carro da polícia...

 

E porque é que eu acho que deve ser interessante? Porque eu sempre gostei de velocidade. Sempre gostei de ver um bom Grande Prémio de Fórmula 1, por exemplo. Parece-me, no entanto, que não se deve praticar tais velocidades em vias públicas. Mas, ainda assim, acho interessante esta ideia da transmissão televisiva de perseguições!

 

Ou melhor, achava... Hoje li a notícia que me vai fazer mudar de ideias. (Leiam, leiam... Aqui!)

Em suma, houve uma perseguição Lewisburg Pike, no estado norte-americano do Tenessee, onde a velocidade rondou os 8 km/h.

E esta perseguição, de facto, não deve ter nada de interessante para ver.

Tudo muito lento, tudo muito pacato... Se é para ver coisas paradas, vejo a defesa do Benfica a jogar.

 

Nesta perseguição, ao que consta, terá ocorrido algo que sempre me pareceu abominável: alguém deve ter ultrapassado o carro em fuga. Pessoas normais, a caminho do trabalho.

"Epá, vem aqui uma pessoa com pressa e esta malta que foge da polícia só me empata a vida..."

 

Esta imagem não é nada normal, de facto.

Ainda para mais tendo em consideração que o carro em fuga chegou a parar durante a perseguição!

"Então e porque é que o carro ia tão devagar, pá?"

(Se é isto que o leitor está a pensar, apraz-me dizer que o caro leitor está a ficar demasiado parecido com o nosso Primeiro-Ministro, o que pode não ser assim tão bom para os seus lados. Tire lá o "pá" dos seus pensamentos.)

Eu respondo, para o caso de não ter lido a notícia: o condutor ia drogado. Cocaína, da bem apurada, deixava este senhor num estado muito calmo.

E este facto deixa-me confuso, porque eu sempre pensei que a cocaína dava energia às pessoas, que só lhes dava vontade para correr e saltar!

E pensava assim porque cheguei a ver uns vídeos de Maradona a jogar futebol.

 

Afinal não.

A cocaína deixa o ser humano meio atordoado. E para um ser humano neste estado, 8 km/h é uma velocidade alucinante!

Ora, perante tal perseguição, como terão os agentes da autoridade imobilizado o veículo?

Será que tentaram furar os pneus do carro? Sim, tentaram... Mas um condutor pedrado até com os pneus furados conduz.

Até porque sem pneus conduz-se bem! É uma experiência gira! Já tentaram? Se não tentaram ainda, tentem. Se puderem, é claro. Se forem como Valentina Torres, não são capazes de se livrar dos pneus de forma alguma.

 

Ora, perante os factos, a polícia foi obrigada a recorrer a métodos loucos!

Que fizeram eles? Simples... Pararam o carro de patrulha, correram um bocado até ao carro em fuga, abriram a porta e rodaram a chave do carro no sentido anti-horário.

 

David Vanhousin, o louco fugitivo, estava assim imobilizado.

E os Estados Unidos puderam adormecer em paz.

Porque um condutor a andar a 8 km/h é coisa para incomodar a maior nação do mundo!

Já o aumento de colesterol devido à alimentação com base na fast food, isso não incomoda nada.

 

É um Big Mac e uma Coca-Cola média, se faz favor. E muito sal nas batatas, se não se importa.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: mais rápido que um fugitivo.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The Cinematics - Sunday Sun


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
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'porque um blog com um arquivo é sempre uma coisa muito gira
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