Quarta-feira, 4 de Março de 2009
Antes uma Barbie que uma action figure do vocalista de Tokio Hotel.

Nestes atribulados tempos de crise, eis a questão que eu lanço para o ar:
Qual é, afinal, o grande inimigo da nossa sociedade?

 

Responder a esta pergunta promete ser difícil.

Será o próprio sistema financeiro que não nos deixa viver os dias de uma forma mais descansada?

Ou será Paulo Bento o culpado disto tudo, quando coloca o Abel na equipa principal?

 

Haverá com certeza muitos pensadores a meditar sobre isto, e haverá até aqueles, certamente idiotas, que acham, por exemplo, que o nosso país em específico só está em crise devido ao bacalhau.

Mas não, amigos, a era das teorias acabou.

Está na hora de passar aos factos e perceber quem é o verdadeiro inimigo da sociedade moderna.

 

(A notícia está aqui.)

 

O norte-americano Jeff Eldridge, do estado de West Virginia, propôs uma lei proibitiva em relação à venda de exemplares da Barbie no mesmo estado.

A busca acabou aqui, caros leitores.

O mundo está na ruína por causa da Barbie.

Acabaram as preocupações em relação à economia, acabou a procura de Bin Laden, acabou a petição para o fim das emissões de "Morangos com Açúcar".

 

Afinal uma Barbie é mais nociva do que muitos pensavam.

E isto porque, segundo Eldridge, o culto à Barbie promove a sobrevalorização do aspecto físico das pessoas, relegando para o segundo plano a componente intelectual.

Vamos a isso, pois claro! Barbies todas no lixo!

O que nós queremos são crianças que passem o dia na escola e que, chegadas a casa, leiam Tolstoi sentadas no sofá.

Brincar? Não, isso não é para elas.

Isso é do domínio dos auto-intitulados Jet Set.

 

Está na hora de atacar as Barbies, pois claro, que as crianças são pequenas e não têm margem de progresso ao nível intelectual.

Mas vamos deixar as revistas cor-de-rosa nas bancas de jornais, que essas são lidas por gente crescida que, bem vistas as coisas, ainda vai bem a tempo de formatar o seu cérebro da forma mais eficaz.

Uma Barbie é como uma arma psicológica a favor da leviandade.

Mas as reportagens sobre os casos amorosos de Elsa Raposo não.

São um fino exemplar de jornalismo, que dificilmente se distingue da melhor literatura portuguesa.

 

Ironia à parte, acho que todas as raparigas deviam, na sua juventude, ter uma Barbie.

Pode ser fútil, materialista, sem conteúdo e falsa.

Mas se até Nicole Richie se deu bem com ela em "The Simple Life"...


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: leviano.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Arcade Fire - Ocean of Noise


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
'coisas muito mal escritas, mas bastante recentes

' Sem título.

' E se eu não tivesse tempo...

' O nome "Vigor" pode mesmo...

' O fim das bolachas Maria.

' Se está farto de mulheres...

' Adorar vacas pode, afinal...

' Eles não gostam de nós.

' Não leia isto para bebés.

' Levante o pé.

' Contem-me uma melhor.

' Alto e pára o baile!

' Um casamento garante-te n...

' Já que a Bolsa não dá nad...

' Um dia não me lembrarei d...

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' Caros Leitores

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'porque um blog com um arquivo é sempre uma coisa muito gira
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