Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
Do mal o menos, ninguém o iria usar.

Muitos podem não ter reparado mas, na verdade, o meu nome assemelha-se em muito a Clark Kent.

E não é por acaso que eu uso óculos mas consigo ler as placas de sinalização sem eles... Não é por acaso.

Mas as pessoas que me rodeiam, enfim, são distraídas. Têm mais em que pensar.

 

Está então na altura de vos dizer: eu sou um super-herói.

E estou neste planeta para salvar a Humanidade da extinção!

Porque existem muitas coisas que, todos os dias, ameaçam a Humanidade!

 

Que o diga Alexandre Simonnot, autarca de extrema-direita de Taverny, nos arredores de Paris! (A notícia, aqui.)

Haverá alguma coisa que coloque tão em risco a continuidade da nossa espécie como um preservativo insuflável gigante?

A resposta: Não.

Eu, que ando cá a tentar salvar a Humanidade, não dei por esta grande ameaça.

 

Felizmente, Simonnot deu por isso e tratou de destruir tal preservativo.

Se eu tivesse visto o preservativo gigante, teria feito o mesmo.

Para quê gastar tanto dinheiro a fazer um preservativo insuflável gigante? Com aquele dinheiro, podiam fazer umas centenas de preservativos normais!

E esses sim, são úteis à nossa espécie.

 

Simonnot sabe o que anda a fazer. E a Humanidade, idiota como sempre, não o percebe, multando-o. Tal como não percebeu Galileu, obrigando-o a negar as suas descobertas.

Porque o que incomodava verdadeiramente Simonnot era o facto daquele preservativo, ali exposto, estar à vista de toda a gente, em especial as crianças.

De facto, se há coisa que as crianças não devem saber o que é, essa coisa é o preservativo.

Larguem lá esse invólucro prateado e vão ler a Bíblia.

 

Depois aparecem grávidas, coitadas, aos 16 anos.

E o grande problema é que, dois milénios depois do último caso registado, já ninguém acredita na história da virgem que dá à luz.

Haja Simonnot para salvar a Humanidade.

E a extrema-direita a dar-nos motivos para umas fortes gargalhadas.

 

E agora com licença, tenho de ir salvar umas pessoas ali na rua.

Parece que a Simara vai saltar.

E isso é coisa para gerar um valente abalo sísmico.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: com raça.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Animal Collective - Peacebone


Segunda-feira, 9 de Junho de 2008
E um carro a chocolate branco derretido de 98 octanas, não?

O mundo perfeito, se existisse, era feito de chocolate.

Chocolate de todos os sabores e feitios, desde o chocolate amargo até ao Kinder Maxi.

O chato disto é que, se o mundo fosse feito de chocolate, os ovos da Páscoa seriam feitos de argila. Mas também… Quem é que quereria ovos da Páscoa quando se teria chocolate por todo o lado?

 

Mas se o mundo fosse feito de chocolate, tudo era mais saboroso.

Se o mundo fosse perfeito como eu o estou a imaginar agora, Nagasaki e Hiroshima estariam na história como sendo a maior festa de chocolate quente da história.

 

Mas, dizia eu, tudo seria mais saboroso num mundo de chocolate. Até fugir da prisão. Senão leiam esta notícia.

Na Guiné-Conacri, 30 prisioneiros fugiram da prisão abrindo um buraco na parede (feita em terra) usando colheres.

Se o mundo fosse feito de chocolate, aquela fuga teria sido também um belo manjar. E os fugitivos sairiam com a barriga tão cheia que as autoridades os apanhariam logo a seguir, usando para isso gás Milka para os atordoar.

(Gás Milka? Ok, se calhar fui demasiado longe com esta.)

 

É conhecido o provérbio “Entre marido e mulher não se mete a colher”. Com esta notícia, Parece surgir uma nova variante deste provérbio.

Entre prisioneiros não se mete a colher.

O que, bem vistas as coisas, já é respeitado há muito tempo na prisão mais famosa do mundo.

Em Guantánamo, nem colher, nem comida… Não se mete nada entre os prisioneiros.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Com falta de chocolate.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Ryan Adams - How Do You Keep Love Alive?


Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
Pode acontecer a qualquer um.

Nunca assaltei um banco. E, apesar de a minha aparência não o demonstrar, também não tenciono assaltar nenhum banco no futuro.

Porque assaltar um banco é coisa que dá trabalho e que, bem vistas as coisas, tem uma probabilidade de sucesso muito reduzida.

Além de que é pouco honesto também… Mas para quê falar de honestidade quando a cada dia que passa alguém enriquece cada vez mais à custa do preço dos combustíveis?

 

Dizia eu… Não tenciono assaltar um banco.

Assaltar um banco deve ser uma coisa chata de planear. Assalta-se de dia, com reféns, ou à noite, tentando iludir o sistema de vigilância? E como é que se foge? Para onde?

Não, assaltar bancos não é para mim. Porque eu sou muito distraído. E, quem sabe, não me fosse acontecer o mesmo que aconteceu a Carl Lee Mikell, de 41 anos. (A notícia? Está aqui.)

Sim, era bem provável que eu entregasse ao funcionário do banco uma nota ameaçadora, escrita no verso de um papel que tem a minha identificação na frente.

 

Perguntam-se vocês:

Quem é que raio tenta assaltar um banco usando como material um papel identificativo do assaltante?

Eu acho muito normal, amigos. É cada vez mais banal que as pessoas nos digam que vão fazer algo mal e que digam quem são também. Ou será que ainda não repararam que os políticos se identificam antes de se candidatarem ao que quer que seja?

 

É pena.

Seria giro um sistema de governação feito em anonimato. E ouvir José Rodrigues dos Santos dizer algo como:

O Anónimo aprovou ontem a nova lei de bases par as finanças locais.

E ter um primeiro-ministro que usasse sempre um gorro seria interessante também.

Seria mais interessante que a Ferreira Leite, por exemplo.

 

Mas voltando à história do assalto ao banco…

Penso que existem mais pessoas a quem poderia acontecer o mesmo: entregarem a sua identificação ao tentar assaltar um banco.

Eu, por exemplo, dada a minha distracção.

Mas há mais! Já repararam na insistência com que muitos comerciais de empresas nos entregam o seu cartão de identificação?

 

"Desculpe, podia dizer-me as horas?"

"Sim. São 17:43. Já agora, tome o meu cartão de contacto."

 

Sinceramente, estou a imaginar um comercial que, por ser muito mau ou por vender aspiradores, não se sente feliz da vida. E decide assaltar um banco.

Estou a imaginá-lo junto ao balcão, de arma em punho, a gritar para o empregado:

ISTO É UM ASSALTO, PÁ! QUERO A MASSA TODA AQUI EM 5 MINUTOS! E, já agora, fique com o meu cartão de contacto.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Bem identificado.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: LCD Soundsystem - North American Scum


Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
Porque no avião é para comer bem.

 

Não sou vegetariano, confesso. No entanto, tenho experimentado ultimamente os pratos dessa bela cozinha. E têm-me convencido bastante até!

Mas, sou franco convosco: nada como um bom bife de vez em quando para agradar as papilas gustativas.

Não há tofu ou seitan que substitua o belo pedaço de bife. “Da vazia, se faz favor.

 

Porque a carne é nutritiva e alimenta-nos decentemente. E porque se o homem descobriu o fogo, não foi para grelhar alface.

 

E o bife, não sei se sabem, até é a especialidade nacional dos ingleses.

(Se calhar não é, mas convém que o seja, por momentos, para que este artigo tenha sentido.)

No entanto, caros amigos de confraria que tanto gostam bife, a British Airways, criada no país dos bifes, está a retirar do menu de voo os pratos com bife. Os bifes estão a ser substituídos por peixe e frango. (Eis a notícia.)

E isto porquê? Porque as pessoas da religião Hindu não comem bife.

Isto pode explicar o porquê de os hindus, de vez em quando, andarem a bater com a cabeça no chão. Se eu não comesse bife, faria o mesmo por frustração.

 

Mas a British Airways, atenta ao mercado indiano, decidiu retirar do seu menu o bife. Porque a boa estratégia de marketing está sempre atenta aos hábitos dos potenciais clientes.

O bom marketing é assim, amigos! Se um dia a British Airways quiser apostar no mercado português, colcará uma cervejinha fresquinha no menu.

E para agradar Elsa Raposo ser-lhe-á colocado também um preservativo no tabuleiro.

 

Eu sou contra esta medida, caros leitores. Respeito todas as crenças e religiões.

E acho importante que os hindus tenham a opção de ter frango no avião, tal como a Selecção Portuguesa de Futebol tem ao viajar com o Rui Patrício na comitiva.

Mas isso não pode chocar com a liberdade (ou, quiçá, necessidade) que a sociedade do mundo ocidental tem em comer muita proteína quando está sentada. Senão vejamos:

Quando se vai ao futebol, o que é que se come ao intervalo?

Uma bifana, pois claro.

Para depois nos sentarmos e digerirmos aquilo tudo muito bem.

No avião, a necessidade é a mesma. Se vamos ali tanto tempo sentados, porque não empanturrarmo-nos com um belo bife?

 

É lógico, leitores.

As necessidades do ser humano relativamente à alimentação são muito lineares.

Se virem bem, aquelas pessoas que depois do trabalho acabam o dia no sofá a ver televisão e a beber cerveja comem sempre muitos hambúrgueres e muita carne.

Já a malta que pratica exercício físico e que faz jogging todos os dias por alturas do lusco-fusco… Esses constumam comer a bela da saladinha.

 

Não somos nós a espécie mais coerente do mundo?


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: Nada vegetariano.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Amy Winehouse - You Know I'm No Good


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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