Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Nada como uma boa errata de vez em quando.

Já imaginaram se eu dissesse que o Jerónimo de Sousa sabe do que o país precisa?

E se eu escrevesse que o Benfica vai ser campeão no próximo ano?

Ou então que a Cola do Mini Preço é melhor que a Pepsi?

E se eu afirmasse aqui que a Manuela Moura Guedes é gira?

Se vos desse a entender que o Cristiano Ronaldo não gosta de aparecer na imprensa cor-de-rosa?

E se eu vos deixasse transparecer que Manuel Pinho percebe alguma coisa de Economia?

Se vos comunicasse que Cláudio Ramos não tem ares de menina mimada?

Ou então se declamasse que o IC19 às 8:30 tem muito pouco trânsito?
Se eu apregoasse que Valentim Loureiro está inocente?
Ou que bebo muita cerveja?
 
Estaria, como é óbvio, a cometer erros grosseiros.
Assim sendo, pensem positivo: O facto de ter dito num artigo recente que “Cornwall” é uma cidade de Inglaterra (em vez de uma região do sudoeste) não foi um erro assim tão grande.
Não obstante, as minhas desculpas por tal erro.
Espero que a Duquesa da Cornualha me perdoe.

há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: com acerto.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Bloc Party - Pioneers


Rigor, se faz favor.

É impressão minha ou, a julgar pelos nomes que as pessoas atribuem às suas terras, Portugal é constituído apenas por cidades?

Não me julguem mal, mas já repararam na quantidade de pessoas que adiciona o sufixo "City" ao nome da sua terra natal?

 

Este movimento, quiçá instituição, está a crescer. É frequente ouvir "Vila de Rei City" aqui para os meus lados.

E por outras zonas deste país, certamente, ouvir-se-ão coisas como "Sernancelhe City", "Alandroal City" ou até mesmo "Sátão City".

Porquê?

Porquê aquele "City" no final?

 

Eu compreendo o trocadilho. Afinal, se há quem chame aldeia a New York, porque não chamar cidade a Sernancelhe?

No entanto, chamar aldeia a New York é quase um gesto de humildade.

Já chamar cidade, ou melhor, "City" a Sernancelhe arranha a idiotice.

Não conheço Sernancelhe. Não obstante, mesmo não conhecendo, respeito bastante a terra, como respeito todas as outras.

 

Mas se eu não conheço Sernancelhe e respeito a terra, mesmo tendo um nome tão peculiar, porque hão-de as pessoas de Sernancelhe desrespeitar a sua terra natal, apelidando-a de "Sernancelhe City"?

É para se sentirem maiores? Para pensarem que estão na cidade?

Vão por mim: estar em terras como Sernancelhe também é muito agradável. Não é preciso estar-se na cidade para se estar bem.

 

É que, na verdade, quem é da cidade não coloca esse sufixo na sua terra natal. Quem é de Lisboa diz que é de Lisboa e ponto final.

Já alguém ouviu falar em "Lisboa City"?

Não.

E porquê? Porque é idiota estar-se a colocar "City" no final do nome da terra.

 

Eu sei que é muito frequente ver-se a sigla NYC por esse mundo fora.

Mas os nova-iorquinos estão no seu direito. E, para além do mais, são norte-americanos: o seu QI pode não lhes permitir perceber que NY se refere a uma cidade.

 

Mas nós, portugueses, perdoem-me o extremismo dextro, somos bem mais inteligentes que isso.

 

Se puderem, caros leitores, evitem estas coisas.

Esta coisa de adicionar "City" no final do nome da terra natal tem de acabar.

Se procurarem bem na Bíblia, não está escrito em lugar nenhum "Belém City", e não é por acaso que a Bíblia é o livro mais lido em todo o mundo.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: em Vila de Rei (Sem mais nada)
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: David Fonseca - Now That I Am You


Sexta-feira, 18 de Julho de 2008
Combustíveis caros? A solução é esta, amigos!

Em pleno terceiro choque petrolífero da história, muitos de nós questionam-se:

Será que é desta que o Benfica ganha o campeonato?

Dava um jeitaço, porque, a supor tão fantasiosa situação, podia ser que a Repsol lançasse uma campanha para os sócios benfiquistas, que poderiam abastecer os seus carros a um preço muito mais baixo que o praticado normalmente.

 

Como a minha fé benfiquista está em baixo, sou obrigado a dizer-vos: Isso não irá acontecer.

Vamos todos continuar a pagar o combustível, mesmo o da Repsol, a preço de café.

Urge então outra pergunta:

Como poderemos nós poupar combustível?

 

A resposta vem da vila de Flagstaff, no estado norte-americano do Arizona.

Querem poupar combustível?

Então não parem nos sinais de STOP!

(Porque raio insisto eu em colocar as ligações para as notícias que leio?)

Um senhor, na vila de Flagstaff, foi detido por ter roubado os sinais de STOP que foram recentemente instalados na sua zona de residência, pois alega que, desde que passou a parar em todos os cruzamentos, o seu carro tem consumido muito mais gasolina.

 

O curioso disto é que o senhor tem razão. Não parássemos nós em todas as intersecções e o carro gastaria muito menos!

E o negócio da reparação de automóveis estaria de vento em popa.

 

A solução, amigos, é esta: se querem poupar, não parem.

Se o senhor agente da polícia vos disser para parar, sigam em frente e depois, em tribunal, digam que são da Quercus. A coisa passa.

 

Porque muitas das vezes, nós paramos porque o sinal está lá.

E, no final de contas, não vem lá ninguém.

 

Estou plenamente convicto que a natureza agradeceria que fossem retirados todos os sinais de STOP das estradas.

E colocados no lugar do teleponto da Manuela Moura Guedes.

 

Porque sem STOP nós não paramos e seguimos a nossa viagem, não poluindo o ambiente com o chamado "pára-arranca".

Ou então porque sem STOP todos nós batíamos uns nos outros e os nossos carros estariam sempre parados, na oficina, não emitindo os gases poluentes característicos da sua utlização.

De uma forma ou outra, a natureza marcaria pontos.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: a ceder passagem apenas.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Anaquim - Na Minha Rua


Quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Será que a Bíblia fala em perdoar gaivotas?

Apesar de muita má língua dizer o contrário, julgo que a vida de sacerdote nunca foi fácil.

Há sempre funerais a fazer, confissões a ouvir, eucaristias para celebrar.

E com o evoluir da sociedade (ou então com o aparecimento da Elsa Raposo) as confissões tornaram-se um acto cada vez mais doloroso para os sacerdotes.

 

A vida sacerdotal não é, de todo, fácil.

Porque as pessoas estão cada vez mais falsas e nem os sacerdotes, com os seus dons, conseguem avaliar bem as pessoas como noutros tempos.

Até Bento XIV já deu crédito ao casal McCann!

 

Depois disto, só falta o Papa santificar Paris Hilton.

O que não seria de todo descabido: os santos geralmente chegam a esse patamar porque durante a sua vida ajudaram os mais necessitados.

E Paris Hilton, bem vistas as coisas, tem feito o mesmo.

 

Mas, dizia eu, a vida de sacerdote não está fácil, e prova cabal disso é que hoje não há muitos jovens a enveredar por essa carreira.

Mas não é só a Humanidade que complica a vida dos sacerdotes.

Não.

A Natureza, obra do Senhor, também decidiu complicar a vida dos presbíteros.

A notícia vem no Daily Mail de hoje e, a meu ver, merece que seja lida.

(E se quiserem seguir os meus conselhos de leitura, carreguem neste azul sublinhado.)

 

As gaivotas andam a atacar os sacerdotes e visitantes da St. Petroc's Church, na cidade de Cornwall, no Reino Unido.

Tudo isto porque as ditas aves decidiram fazer um ninho e procriar nas imediações da dita igreja.

E agora estão apenas a ser super-protectoras relativamente aos seus descendentes.

No fundo, uma bela história de amor, onde o vilão se veste de negro, como em todas as histórias da nossa infância.

A diferença é que o bom da fita, para além de vestir de branco, tem também um proeminente bico.

 

Diz a notícia que os ataques das gaivotas têm sido tão ferozes que os padres decidiram começar a usar capacetes de protecção sempre que entram na igreja.

Longe vão os tempos em que "Gaivotas em terra, tempestade no mar!" era um provérbio certeiro.

Hoje os tempos são outros: "Gaivotas em terra, capacete no lugar!"

O que, bem vistas as coisas, não se devia aplicar só aos sacerdotes de Cornwall: as gaivotas têm a mania de satisfazer as suas necessidades fisiológicas em vôo.

E enquanto nós não ganharmos asas também, seria inteligente protegermo-nos dos bombardeamentos dos ditos seres de duas asas.

 

Parece-me que o verdadeiro problema está na qualidade de vida que Cornwall consegue proporcionar às aves.

Elas adoram aquela cidade!

Mudassem eles o nome da cidade para "Stonewall" e talvez as placas de sinalização da cidade não lhes fossem tão atractivas.

 

P.S.: Sei que muitas aves alimentam-se de cereais, entre os quais o milho. Não obstante, presumo que as gaivotas prefiram peixe. Ainda assim, decidi redigir a observação anterior, na esperança que um qualquer David Attenborough me desminta.

 


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: sem capacete de protecção.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Interpol - PDA


Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
"Senhor Procurador, estas escutas de telemóvel estão a ficar estranhas..."

Sou bastante jovem, é certo.

Mas, em 20 anos de vida, já estive presente em vários casamentos.

São sempre uma festa gira, com arroz, fotografias e muita, muita comida.

 

Todos nós associamos a um casamento a imagem da troca de alianças, do "Sim." proclamado pelos noivos e das latas de Coca-Cola vazias, atadas à traseira do carro do novo casal.

(Agora que me lembro do nome "Elsa Raposo", concluo que a definição de casamento pode não ser igual para todos.)

 

Esta imagem, convenhamos, está desactualizada.

Num mundo cheio de inovações, ainda é preciso ir ao altar dizer que é com aquela pessoa que nós queremos passar o resto das nossas vidas?

Claro que não! E a inovação, tal como Vasco da Gama tanto apanagiou, vem da Índia!

(O link para a notícia tinha de estar em algum sítio.)

 

Em Murshidabad, na Índia, a jovem Irin Biswas, de 18 anos, casou com Safikul Islam, que se encontrava no Kuweit.

Como é que se casaram? Simples: por telefone.

Em modo de alta voz, claro. De outra forma, não haveriam testemunhas.

 

[Sorriam, amantes das relações cibernéticas, já se podem casar com a "hot_and_beautifull_69" que conheceram na sala "Amizade" do mIRC!

(Um dia ainda meti conversa com ela. Ela não me ligou. Enfim...)]

 

Eu acho esta ideia bastante liberal: afinal, não é preciso que duas pessoas estejam juntas no momento em que prometem a Deus que só a morte os irá separar.

Afinal, enquanto ouverem telemóveis, estarão sempre ali, juntinhos.

Houvesse cobertura de rede no Paraíso e a definição de "viúvo" teria de ser actualizada.

 

Para mim, a única coisa estranha neste casamento é o menino das alianças vir com uma camisola dos CTT.

Porque aquele cinzento não combina com a ocasião.

 

Mas a notícia traz mais pormenores interessantes: os noivos deste casamento nunca se tinham falado até se terem casado. Depois do casamento, têm falado todos os dias!

Não será esta a solução para Guantánamo?

Casem os inquiridores com os terroristas e eles falam tudo!

 

É óbvio que esta ideia tem pernas para andar: casamentos por telefone é do que a nossa sociedade precisa.

E se o mercado compensar, estou a imaginar a conversa entre padres no futuro:

"- Epá, ontem casei mais dois por telemóvel, estou sem saldo no meu cartão.

- Então mas tu ainda não tens o Vodafone Cupido?

- Não, pá... Não posso mudar de rede porque tenho o patrocínio da TMN na minha batina.

- Ah, pois é. E a tua mulher, como vai?"


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: a fazer um telefonema.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Minta - A Song to Celebrate Our Love


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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