Terça-feira, 31 de Março de 2009
Se queres que o teu filho venha a ser como o Joaquin Phoenix, dá-lhe isto.

Reconheço que por não consumir bebidas alcoólicas perco muitas experiências de vida.

Sei que com este princípio nunca saborearei uma manhã de ressaca, a regurgitação ébria ou a Super Bock Pêssego.

 

Ainda assim é óbvio que, tal como qualquer posição extremista, esta também me deixa socialmente ferido.

Porque ter um vodka com laranja na mão é cool ou então porque só no estado embriagado é que muitos de nós dizem o que lhes vai na real gana.

A experiência diz-me que isto de ser extremista não é tão bonito quanto a malta do BE, certamente alucinada, costuma dar a entender.

 

Há, no entanto, algumas coisas no mundo da cerveja que eu gostaria de experimentar.

Será que a espuma de uma imperial é assim tão importante?

E a Guiness? O que raio se passa naquele copo? Aquilo sabe bem?

São tantas as experiências mas, no meio de todas, destaco uma: abrir latas de cerveja.

 

Antes de mais, parece-me lógico que quem inventou a lata de cerveja era, indubitavelmente, português.

Porque a lata dá para levar para todo o lado, envolta em gelo, e não precisa de nenhum utensílio para se abrir.

E não me parece que haja outro povo a querer cerveja em todo o lado.

(Obviamente que a Irlanda é um mundo à parte. A meu ver, a Irlanda é uma grande cerveja na qual navega um navio chamado Dublin.)

 

Mas a lata... A lata de cerveja tem uma magia muito própria.

O puxar do pedaço de metal, que potencia a abertura da lata.

Aquele barulho mágico.

E o ajuste final do pedaço de metal, para que o acto de ingerir fique mais fácil para o senhor.

 

Tudo isto eu tenho perdido.

Tudo isto a Bandai nos oferece agora.

 

(A hiperligação para a notícia, claro, não podia faltar.)

 

No Japão a empresa de brinquedos Bandai criou um brinquedo que simula a abertura de uma lata de cerveja ou uma qualquer outra bebida gaseificada.

Pensem positivo, caros leitores: quando alguém vos perguntar quanto custa a estupidez, podem sempre responder que custa 819 ienes.

 

A ideia é boa se pensarmos que em Portugal se vendem bonecas que urinam.

Mas pode dar azo a muitos problemas de interpretação.

"Mamã, posso ir para casa do André abrir latas de cerveja?"

 

A abertura de uma lata de cerveja é um gesto natural.

Algo que o nosso instinto nos ensinou tão bem que não precisa de ser treinado na infância.

Alguém nos ensinou a comer?

Claro que não! É tão natural como nós!

E quem tiver alguma disfunção e não saiba comer terá sucesso também, pois o que não faltam aí são passerelles.

 

O mesmo se aplica ao abrir de latas.

Quem não souber abrir latas irá conseguir sobreviver neste mundo.

Poderá não coleccionar os pedaços de metal que se puxam ao abrir a lata na argola do seu porta-chaves, como algumas pessoas fazem.

Mas, bolas, nem todos temos de ser idiotas!


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: longe da ebriedade.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: The Kills - Last Day of Magic


Segunda-feira, 23 de Março de 2009
Nem quero saber como se abastece o reservatório disto...

A saga The Matrix já nos avisou, mas ninguém disse que a malta da Warner Bros. era boa conselheira.

Ainda assim, ficou o repto: cuidado com as máquinas que elas um dia viram-se contra nós.

Porque a máquina quer-se inteligente para não termos de lhe dar ordens a todo o instante.

Mas se a máquina for mesmo inteligente, depressa se aperceberá que a Humanidade ainda concebe seres tão idiotas como o Toy, e nessa altura a máquina deixa de se orgulhar de ser um rebendo da nossa espécie.

 

Enquanto o tempo do "Homem vs. Máquina" não chega, o homem vai dando motivos para que, no futuro, a máquina se chateie connosco.

(E nessa altura pensem positivo: As máquinas também não aceitarão a existência deste blog.)

Motivos como este que vos apresento no próximo parêntesis.

(Aqui.)

 

No MIT, Universidade de respeito que um dia assinou um protocolo com Portugal, estudantes desenvolveram uma máquina que trata da manutenção das plantas lá de casa, urinando nos vasos.

Sem dúvida, uma máquina digna.

A máquina que faltava para completar o ecossistema da nossa casa.

Longe vão os tempos em que se ralhava com o cão por este urinar nos vasos de flores.

Agora - imagine-se! - inventam-se máquinas para fazerem aquilo que um dia os cães estavam proibidos de fazer.

 

Ainda assim, esta "máquina de urinar" parece-me extremamente inútil, demonstrando claramente que foi inventada por um conjunto de pessoas que, nos tempos livres, joga muito World of Warcraft.

Se o ideal para as plantas das nossas casas é receber urina de vez em quando, está na hora de as mulheres deixarem de reclamar com os maridos por chegarem a casa tarde e embriagados!

"Calma, Maria! Eu estou assim mas durante a noite vou urinar muito, e assim cuido dos teus manjericos."

 

Até porque, verdade seja dita: Máquinas de urinar todos nós somos.

Para quê inventar uma máquina que faz aquilo que todos nós fazemos, de forma natural e sem qualquer esforço?

É idiota.

É como inventar uma máquina feia e sem qualquer traço de inteligência, mas que saiba marcar golos, e oferecê-la ao Cristiano Ronaldo.

 

Peço cuidado a estes inventores de máquinas, pois no dia em que elas forem inteligentes hão-de pedir-nos explicações sobre a criação das suas irmãs.

E aí todos ficaremos embaraçados.

Explicar um parquímetro é fácil.

Já uma máquina de urinar...

 

E agora com licença, tenho de ir ao urinol satisfazer as minhas necessidades básicas.

Espero que não estejam muitas máquinas a fazer fila.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: humano.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Coconut Records - Nighttiming


Quarta-feira, 18 de Março de 2009
Portugal Guide IV

O português gosta de pensar por si.

E dir-me-ão vocês:

"Pois claro! Todos os seres humanos gostam de pensar por si, independentemente da sua nacionalidade."

Não é verdade.

Basta verem o povo venezuelano a deixar que o Hugo Chávez se torne no novo ditador da América Latina para perceberem que o pensamento apresentado em epígrafe é uma verdadeira falácia.

 

Although their appearance might say the opposite, portuguese people love to think by themselves.

They know there are those who are specialists on every subject and write on journals or talk on the national television.

But in Portugal 80% of those specialists are corrupted not to say the real truth.

So, for the regular person, the best choice is to think by himself.

 

O problema é que o português comum, tal como qualquer cidadão do mundo, não gosta de se informar como deve ser.

E é à sombra dessa lacuna que surge uma entidade no dialecto português que - qual Darth Vader qual quê! - é o verdadeiro vilão.

Em Portugal, o vilão está no plural.

E os portugueses referem-se ao vilão usando apenas e só uma palavra:

"Eles".

 

The sad part of thinking by themselves is the fact that a portuguese guy can't talk about everything.

In fact, who knows about world economy?

Judging by the actual situation, nobody.

The problem of portuguese people is only one: they don't like to get information about the subjects they're talking about.

So, when it's time to say whose fault is this, portuguese people rely it on one word:

"They".

 

"Eles só aí andam na caça à multa!"

"Eles estão a dar chuva para amanhã."

"Eles é que não sabem mandar neste país!"

"Eles dizem-nos para meter o dinheiro no banco mas na verdade estão a metê-lo no bolso deles."

"Eles não sabem sinalizar as estradas."

"Eles não têm amor à camisola."

"Eles passam sempre a mesma música."

 

You may not be used to this, but portuguese people is always talking about "them" as if "they" were everywhere, taking all the important decisions that society faces.

And "we" are the small ones, who have to take "their" decisions without saying a word.

Something like:

They're taking bad decisions on the Wall Street and we are the ones who really suffer the consequences.

Or...

They always beat us on european or world football championships.

 

E se por vezes é lógico quem são "eles", muitas são as situações em que damos por nós a ter a certeza que a outra pessoa não sabe bem quem são "eles".

Mas é precisamente por isso que o termo "eles" é utilizado.

Porque é suficientemente abrangente para que, na verdade, se acerte em quem tem realmente a culpa.

Ainda assim, caro leitor, sugiro-lhe uma loucura.

Quando alguém se referir a "eles", lance a pergunta:

"Eles... Mas 'eles' quem?"

Aposto que a resposta será:

"Epá, os gajos que fazem isto."

 

If you're not thinking about talking with portuguese people, you don't have to worry.

However, if you're into contacting with them, please be ready to listen about how evil "they" are.

And all those bad things "they" do.

But please, do not ask a portuguese person "Who are 'they'?"

Because the portuguese will think you think he's stupid, but he isn't.

Even if he votes on José Sócrates, he's not as stupid as that looks.


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: um deles? Não.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: White Lies - Farewell to the Fairground


Segunda-feira, 16 de Março de 2009
O mito que eu nunca consegui contrariar.

Por experiência, inocência ou então parvoíce, acho que a ciência funciona.

E por muito que esta ideia de explicar o universo através de contas e princípios universais possa soar a idiota, continuo a achá-la mais razoável que o que Ratzinger preconiza.

 

No entanto, a ciência tende para o falhanço quando procura explicar a natureza humana.

E porque é que isto acontece?

(Sim, adivinhou, caro leitor. Encontra-se perante mais um bonito exercício de retórica.)

Eu não acho que isso se deva à elevada complexidade do Homem, nem tão pouco ao facto de cada um de nós ter a capacidade de pensar por si próprio e de se abstrair, ainda que apenas aparentemente, da realidade onde se encontra, agindo assim das formas mais inesperadas.

Não.

Para mim, a ciência não explica decentemente o ser humano porque quem investiga a sério, na verdade, não tem grande contacto com os outros seres humanos.

 

E sim, eu sei que nem todos os cientistas usam óculos de elevada graduação, barba grande e camisa aos quadrados para dentro das calças.

Aliás, eu já acreditei que os cientistas podiam ser cool.

Mas depois surgem certos estudos que me fazem acreditar exactamente o contrário: os cientistas usam todos óculos de elevada graduação, barba grande e camisa aos quadrados para dentro das calças.

Estudos como este que agora vos reporto.

 

(E cujo link se encontra aqui.)

 

Um estudo encomendado pela seguradora Sheila's Wheels conclui que, para se arranjar para um encontro especial, uma mulher demora em média 23 horas e 45 minutos a preparar-se.

Perdoem-me, mas o que eu acho que acontece é que as mulheres quando marcam encontros com estes cientistas precisam de 23 horas e 45 minutos para se mentalizarem bem no sarilho em que se estão a meter.

 

Uma mulher quer-se arranjadinha num encontro, pois claro.

E elas arranjam-se, para bem da continuidade da Humanidade.

Mas, caros cientistas, elas não demoram quase um dia a arranjarem-se!

Pode parecer inacreditável, sim, que existam tão belos seres humanos, com atraentes curvas, tão distintas das nossas enquanto exemplares macho da espécie, mas elas existem.

Nomeadamente fora dos laboratórios onde os senhores cientistas passam os dias todos.

 

Apesar de fascinado pela coisa, nasci abençoado por não ser cientista, podendo assim ter encontros com mulheres.

E posso garantir a qualquer cientista, com base na observação, que elas não demoram um dia a prepararem-se para um encontro.

Ainda assim, isto pode querer dizer que, na verdade, nunca uma mulher considerou à partida um encontro comigo algo de verdadeiramente especial.

(Estou ciente dessa possível explicação e já meditei sobre ela e, perdoem-me o ego, conclui que não é muito correcta.)

 

As mulheres gostam de se arranjar, de se porem bonitas.

E nós agradecemos.

Na verdade até retribuímos da mesma forma, e é aí que o cientista falha.

Porque o cientista não se arranja.

Não tem tempo.

E depois afirmam que quem se arranja são as mulheres e os pederastas.

 

O estudo diz ainda que existe uma percentagem de mulheres que, antes de um encontro, vão ao solário, colocam botox ou até branqueiam os dentes.

É possível? Claro que sim.

Mas estou a crer que, no caso dos cientistas, nada disto acontece.

O que lhes pode acontecer é marcarem um encontro com uma mulher e ela, ao aperceber-se da situação onde se está a meter, contrata uma "acompanhante de luxo" para ir desempenhar o seu papel.

 

"Minha senhora, está muito diferente da fotografia que vi no seu Facebook!"

"Pois... Eu arranjei-me para este encontro, Sr. Einstein."


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: pouco cientista.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Arctic Monkeys - A Certain Romance


Terça-feira, 10 de Março de 2009
A prova de que, no Vaticano, ninguém percebe de mulheres.

No domingo passado comemorou-se uma vez mais o Dia Internacional da Mulher.

Alguns acham que o dia não tem sentido, outros defendem-no de forma aguerrida.

Para mim, sinceramente, não era preciso este dia.

Porque eu, ao contrário do José Castelo Branco, penso em mulheres durante todo o ano.

Não é preciso chegar o 8 de Março para pensar: "Olha, as mulheres existem!"

 

Sou até um acérrimo defensor da igualdade de direitos.

Se um homem pode chegar tarde ao trabalho e justificar-se com o jogo do Benfica na véspera, a mulher também o pode fazer justificando-se com a novela da noite.

E eu digo mais: Se uma mulher grávida tem prioridade nas filas de espera, o Fernando Mendes também devia ter esse direito!

 

No entanto, nem toda a sociedade pensa da mesma forma.

Até porque, verdade seja dita, existem diferenças entre o homem e a mulher que não devem ser disfarçadas, por muito que a Solange F. discorde comigo.

E no meio de todas as ideias diferentes, eis que surge a do Vaticano.

 

(A notícia, pois claro, anda por aqui.)

 

O que terá contribuído mais para a emancipação da mulher ocidental?

A pílula? Não, claro que não, que é pecado!

O direito ao aborto? Jamais! Isso é matar!

Pois é, leitores, segundo o Vaticano, o que mais ajudou a mulher a ganhar direitos na sociedade ocidental foi... A máquina de lavar roupa.

 

Não houvesse máquina de lavar roupa e Hillary Clinton estaria em casa, a esfregar as camisas do marido, e não na equipa de Obama.

Com a máquina de lavar roupa foram-se as preocupações e a "água fria da ribeira" da Aldeia da Roupa Branca não mais foi motivo de constipação.

 

Vêem, caras leitoras, como nós, homens, somos bem simpáticos?

Sim, porque quem vos libertou fomos nós!

Afinal, a máquina de lavar roupa terá sido inventada por um homem.

Um homem com grande sentido de igualdade, ou então um homem que apenas queria a sua mulher disponível para outras coisas.

 

Mas dito desta forma irónica até parece que as mulheres não têm mérito na luta pela igualdade.

Têm, claro que têm!

Só é pena que ainda hajam mulheres como a Elsa Raposo a estragarem a reputação do género.

Mas nós, homens, também temos o Cristiano Ronaldo.

Vá lá... Ainda há igualdade de figuras tristes entre sexos.

 

Nota: Antes que chovam comentários a apelidarem-me de machista informo quem ler este artigo que eu nunca recorro à ironia. Nem mesmo nestas notas com um tipo de letra mais pequeno.

 


há tanta coisa gira para fazer neste mundo, mas o Dias optou por escrever isto pois não tinha nenhuma amiga com ele e encontrava-se: pouco sexista.
enquanto o Dias escreveu este artigo, apesar de pequenas, as suas orelhas ouviram isto: Born Ruffians - Badonkadonkey


'sussure alguma coisa ao ouvido do Dias:

'se quer saber onde raio anda o tal artigo que ouviu falar, procure aqui:
 
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'apesar de frequentarem blogs muito maus, o Dias sugere-vos estes:
'coisas muito mal escritas, mas bastante recentes

' Sem título.

' E se eu não tivesse tempo...

' O nome "Vigor" pode mesmo...

' O fim das bolachas Maria.

' Se está farto de mulheres...

' Adorar vacas pode, afinal...

' Eles não gostam de nós.

' Não leia isto para bebés.

' Levante o pé.

' Contem-me uma melhor.

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