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há Dias assim...

Há dias históricos, banais, marcantes, deprimentes, excelentes, maus, magníficos, secantes, fantásticos, desinteressantes e, quiçá, bons. E depois também há Dias assim... Se gosta de Dias assim, parabéns. Está no blog certo.

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03
Ago07

Eu quero ser macaco.

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Acho que é notório que eu tenho orgulho da pacata vila onde nasci.

Sim, Vila de Rei, bem no centro de Portugal, pode não ter um centro comercial, um cinema, transportes públicos ou até mesmo marroquinos a venderem-nos flores durante as noites de sábado, mas tem muitas coisas boas que eu gosto e das quais eu me orgulho de ter por perto!

E as pessoas também são simpáticas!

Há, no entanto, momentos em que, dado todo o percurso que a minha vida já teve, não me identifico com este local. E, nesses momentos, há um que se destaca: O chamado baile.

Este é mesmo aquele tipo de acontecimentos que, se eu pudesse, erradicava desta minha tão doce região.

Para os que não conhecem, eu vou tentar explicar-vos o que é isto de um bailarico, dos quais eu me envergonho de ter na minha zona.

Um bailarico é composto por um senhor ou um grupo musical que, num palco que nem sempre fica a uma altura superior à zona onde o público se encontra, vai tocando músicas populares. Grandes êxitos de artistas como Emanuel, Ruth Marlene, Quim Barreiros, Ágata, Toy, José Alberto Reis ou até mesmo Nel Monteiro desfilam no sistema de som que nem sempre apresenta duas colunas de som.

E logo com base neste espólio de músicas os bailes merecem o repúdio da minha parte. Porque todas as músicas são iguais! São todas tocadas no mesmo tom, e o ritmo é sempre o mesmo!

Mas as pessoas desta zona não se importam com isso... Ou então nem se dão ao trabalho de ouvir a música propriamente dita! Desde que hajam trocadilhos com "A Garagem da Vizinha", elas riem-se e ficam contentes com isso.

Mas o que merece ainda mais repúdio da minha parte é o baile propriamente dito. Eu já escrevi um artigo neste blog, de nome "'Dança Comigo?' ... Não, Obrigado!" (Clica aqui se, por acaso, quiseres lembrar esse artigo, escrito numa altura em que eu exagerava nos pontos de exclamação.) sobre aquilo que eu acho acerca da dança. Dançar, meus amigos, não me cativa minimamente. Ainda assim, cheguei a ver uns episódios de "Dança Comigo" na RTP, onde se dançava como deve ser.

Agora nestes bailes de que vos falo, a dança que ali reina é do que pior se faz no ramo. A dança destes bailaricos está para a prática de dança em geral como o basquetebol que eu jogava no meu 7º ano (Onde os resultados eram de 2-0 após 40 minutos de jogo...) está para a modalidade em geral.

O que me fascina ainda mais neste tipo de bailes é que neles nós podemos ver pessoas, que geralmente se apresentam com uma postura respeitável, a dançar de forma ridícula. Estão a ver o senhor da repartição das finanças? Aquele que nos pede sempre os documentos do nosso veículo assim com uma voz grave e bem colocada? Num baile, esse senhor dança como todos os outros! Sim, faz figuras ridículas que nós nunca esperavamos ver!

Um baile é, sem dúvida, algo que eu dispenso por completo.

Ontem, quando tirei a fotografia que em cima se encontra, ainda fiz o chamado comboio, coisa que já não fazia desde a pré-primária. Foi ridículo, eu sei. Mas acho que deu para ridicularizar os outros, os que dançavam aqueles autênticos hits como se aquilo fosse uma modalidade olímpica...

O que ainda me choca mais é que este tipo de eventos não atrai só gente de outras gerações. Não! Gente mais nova que eu, inclusivé, vibra fortemente com um baile animado por artistas com um nome tão pomposo como "Graciano Ricardo", deixando-me com inúmeras questões quando penso na Teoria da Evolução de Darwin. Serão estes bailaricos um sinal de evolução? Estarei eu parado na evolução da espécie humana?

Se estes bailaricos forem a evolução, prefiro ficar parado a ouvir The Strokes.

 

A sério.

 

Se isto for a evolução, eu quero ser macaco.

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