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há Dias assim...

Há dias históricos, banais, marcantes, deprimentes, excelentes, maus, magníficos, secantes, fantásticos, desinteressantes e, quiçá, bons. E depois também há Dias assim... Se gosta de Dias assim, parabéns. Está no blog certo.

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há Dias assim...

20
Nov07

De onde vem este aperitivo?

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Lembro de, nos meus tempos de infância, as pessoas de Vila de Rei dizerem-me:
É sempre bom saberes como são as coisas. Olha que em Lisboa há pessoas que acham que o feijão nasce dentro das latas dos supermercados!
É verdade, diziam-me isto. E eu perguntava depois:
Então e como é que eu fui feito?
Vá, há coisas que não precisas de saber…”, diziam.
Mas voltando à ideia inicial… Foi nesse momento que eu me apercebi desta guerra psicológica que existe entre o meio rural e a cidade.
 “meninos da cidadevs. “homens do campo
Devo dizer que acho esse conceito uma parvoíce.
(E digo-o sinceramente. Não pensem que é por me dar com imensa gente de Lisboa, com porte físico maior que o meu, e que me poderiam agredir no caso de eu dizer o contrário. Não é isso. Eu até gosto de violência!)
Mas acho uma parvoíce, a sério.
Bolas: Toda a gente sabe que o feijão é um fruto que nasce numa planta, dentro de umas vagens, e que depois de retirado dessas vagens é seco!
E se houver quem não saiba, tanto existem na cidade como no campo!
Bolas, Dias, és um falso! Estás a dizer isso por simpatia… Para ver se algum amigo teu te paga um almoço um dia destes!
Não. Devo no entanto dizer que seria um orgulho para mim ter um almoço à borla num sítio de requinte por causa de um artigo deste blog.
Seria o sentimento de dever cumprido.
Mas a sério: esta teoria é estúpida, e eu sou a prova de que ela é estúpida!
E é estúpida porquê? Porque há bocado dei por mim a pensar:
De onde vem o caju?
Calma!
Não era suposto eu, sendo de Vila de Rei, saber a origem de todos os frutos e aperitivos que existem no nosso mundo? Não era isso que me diziam quando eu era pequeno?
Então porque é que não me ensinaram de onde vinha o caju?
Para mim, o caju é um feijão assim mais esticado que adormeceu enrolado no meio do sal!
Se eu não apanhei a pronúncia de Vila de Rei nem sei de onde vem o caju… Será que me valeu a pena nascer em Vila de Rei?
Não valeu a pena. Vá, ainda aprendi umas coisas… Mas não o suficiente para que, quando for velho e tiver os meus netos, lhes dizer:
Olhem, meninos: aprendam estas coisas aqui com o avô porque em Lisboa há quem pense que o caju nasce dentro dos saquinhos do supermercado.
Não. Eu não poderei dizer isso. Porque, apesar de ser bom saber como são as coisas, nós não conseguimos saber tudo.
Mas há uma coisa que eu sei sobre o caju: sabe bem no aperitivo, acompanhado por um sumo de laranja!
Há quem prefira Martini.
Eu não. Eu nego isso.
Quando vou a um jantar qualquer, o meu Martini é sempre o mesmo.
O empregado pergunta “Marti?”. “Ni.”, respondo eu.
E peço um sumo de laranja.

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