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há Dias assim...

Há dias históricos, banais, marcantes, deprimentes, excelentes, maus, magníficos, secantes, fantásticos, desinteressantes e, quiçá, bons. E depois também há Dias assim... Se gosta de Dias assim, parabéns. Está no blog certo.

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há Dias assim...

28
Fev08

E aqui, quem é que manda?

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Já não é a primeira vez que aqui falo sobre animais.

Na verdade, falar de animais é sempre interessante, especialmente quando se nasceu num planeta onde existem ornitorrincos.

Confessem, caros leitores: todos nós gostamos de, de vez em quando, parar pelo National Geographic e ver como é a vida dos leopardos. Não é?

 

No entanto,  não me parece como requisito essencial ir à selva quando o objectivo é apreciar o comportamento animal.

Em total sintonia com a nossa raça e a coabitarem conosco existem animais que apresentam comportamentos dignos de documentário no NatGeo.

Senão pensem: Para quê ver na televisão os leões a marcarem o seu território com urina quando nas paredes das nossas cidades há graffitis com o mesmo significado?

 

Calma, não se exaltem.

Na verdade, há graffitis muito giros!

E sim, eu também concordo que o graffiti é uma arte urbana.

Tal como uma pintura do séc. XIX, há graffitis que demonstram as preocupações dos artistas, tais como os problemas sociais, a democracia, o racismo ou o preço da erva.

 

Não é esse o graffiti a que me refiro neste momento.

Refiro-me ao graffiti que apenas pretende representar o nome de alguém.

O chamado tag, segundo consta.

 

O tag serve só e apenas para marcar território. Tal como a urina dos leões.

Tem a enorme vantagem de não deitar cheiro. Por outro lado, perde em efeito visual.

E isto porque a urina leonina tende a não ser de fácil percepção. Já o tag, não só é possível ver como também é feio.

 

Eu percebo que para a grande maioria dos líderes de gang, saber escrever é por si só um dom.

Mas é mesmo necessário mostrarem-no numa parede?

Eu acho, sinceramente, que podiam escrever um livro...

Primeiro, porque podiam fazer dinheiro com ele, não sendo necessário roubarem mais pessoas nas nossas ruas.

E segundo, porque sempre que um iliterado escreve um livro, esse livro tende a ser um best-seller. E, na melhor das hipóteses, pode também servir para as investigações do processo "Apito Dourado".

 

Mas porquê, caros líderes de gang das grandes cidades, porquê recorrerem ao tag para mostrar quem manda?

Já não basta a arma que trazem nos bolsos?

Não bastam os chapéus com uma pala maior que a do Pavilhão de Portugal?

Não bastam as calças enfiadas para dentro das meias?

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