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há Dias assim...

Há dias históricos, banais, marcantes, deprimentes, excelentes, maus, magníficos, secantes, fantásticos, desinteressantes e, quiçá, bons. E depois também há Dias assim... Se gosta de Dias assim, parabéns. Está no blog certo.

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há Dias assim...

17
Mar08

Nós não gostamos é de apertos.

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Se há coisa com a qual nós, portugueses, não conseguimos lidar bem, essa coisa é a pressão.

Aquela pressão de cumprir horários. Ou a pressão de fazer algo bem feito.

Não, não conseguimos. Ninguém.

De José Rodrigues dos Santos a Nuno Gomes, todos reagimos mal à chamada pressão.

E isto já para não falar dos adversários portugueses do F.C. Porto...

 

Eis o ponto de interrogação: Porquê? Porque é que nós não conseguimos lidar com essa coisa que, em certos contextos, se mede numa unidade chamada "bar"?

Bom, eu acho que a culpa é da própria unidade de pressão: bar.

E isto porque os portugueses em geral, quando houvem falar em bar, pensam logo em cerveja.

Portanto, secalhar até nos damos bem com a pressão, na medida em que a ignoramos...

No entanto, mesmo dentro de um bar há quem se preocupe com a pressão: a pressão da máquina de cerveja.

E se a pressão de máquina não estiver bem regulada? O português não sabe o que fazer.

 

Porque nós, repito, não sabemos lidar com a pressão.

Sempre fomos muito descontraídos.

Até a descoberta do Brasil foi por acaso!

Podia-se pensar que Pedro Álvares Cabral saiu de Portugal com a pressão de descobrir novas terras por esse mundo fora...

Não.

Saiu descontraído e disse à mulher que voltava dentro de uns meses.

"Olha, terra à vista! Querem ver que descobrimos um novo continente?"

 

Nem um pedacinho de pressão.

O que é lógico: Só sofre pressão quem tem objectivos a cumprir.

E nós, em Portugal, não temos o hábito de delinear objectivos. E mesmo quando os delineamos, não temos o hábito de os cumprir.

Até o nosso Governo vive sem se preocupar com o objectivo de ganhar as próximas eleições!

Não tanto por estarem num estado de graça, mas sim pelo facto de a concorrência ser muito fraquinha...

 

Eu, como ser humano incrivelmente sensual que sou, gosto de delinear objectivos. Um dos quais é mentir acerca da minha sensualidade.

É um objectivo estranho, eu sei. Mas tem um lado positivo: eu consigo adormecer todos os dias com a sensação de dever cumprido.

Paulo Bento, por exemplo, não se pode gabar do mesmo. Porque ele não consegue atingir os objectivos a que se propõe.

A não ser, claro, que os seus objectivos passem por ter um penteado ridículo.

Se for esse o caso, parabéns Paulo Bento.

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