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há Dias assim...

Há dias históricos, banais, marcantes, deprimentes, excelentes, maus, magníficos, secantes, fantásticos, desinteressantes e, quiçá, bons. E depois também há Dias assim... Se gosta de Dias assim, parabéns. Está no blog certo.

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há Dias assim...

04
Mar09

Antes uma Barbie que uma action figure do vocalista de Tokio Hotel.

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Nestes atribulados tempos de crise, eis a questão que eu lanço para o ar:
Qual é, afinal, o grande inimigo da nossa sociedade?

 

Responder a esta pergunta promete ser difícil.

Será o próprio sistema financeiro que não nos deixa viver os dias de uma forma mais descansada?

Ou será Paulo Bento o culpado disto tudo, quando coloca o Abel na equipa principal?

 

Haverá com certeza muitos pensadores a meditar sobre isto, e haverá até aqueles, certamente idiotas, que acham, por exemplo, que o nosso país em específico só está em crise devido ao bacalhau.

Mas não, amigos, a era das teorias acabou.

Está na hora de passar aos factos e perceber quem é o verdadeiro inimigo da sociedade moderna.

 

(A notícia está aqui.)

 

O norte-americano Jeff Eldridge, do estado de West Virginia, propôs uma lei proibitiva em relação à venda de exemplares da Barbie no mesmo estado.

A busca acabou aqui, caros leitores.

O mundo está na ruína por causa da Barbie.

Acabaram as preocupações em relação à economia, acabou a procura de Bin Laden, acabou a petição para o fim das emissões de "Morangos com Açúcar".

 

Afinal uma Barbie é mais nociva do que muitos pensavam.

E isto porque, segundo Eldridge, o culto à Barbie promove a sobrevalorização do aspecto físico das pessoas, relegando para o segundo plano a componente intelectual.

Vamos a isso, pois claro! Barbies todas no lixo!

O que nós queremos são crianças que passem o dia na escola e que, chegadas a casa, leiam Tolstoi sentadas no sofá.

Brincar? Não, isso não é para elas.

Isso é do domínio dos auto-intitulados Jet Set.

 

Está na hora de atacar as Barbies, pois claro, que as crianças são pequenas e não têm margem de progresso ao nível intelectual.

Mas vamos deixar as revistas cor-de-rosa nas bancas de jornais, que essas são lidas por gente crescida que, bem vistas as coisas, ainda vai bem a tempo de formatar o seu cérebro da forma mais eficaz.

Uma Barbie é como uma arma psicológica a favor da leviandade.

Mas as reportagens sobre os casos amorosos de Elsa Raposo não.

São um fino exemplar de jornalismo, que dificilmente se distingue da melhor literatura portuguesa.

 

Ironia à parte, acho que todas as raparigas deviam, na sua juventude, ter uma Barbie.

Pode ser fútil, materialista, sem conteúdo e falsa.

Mas se até Nicole Richie se deu bem com ela em "The Simple Life"...

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